O presidente da Associação dos Media Privados de Cabo Verde (AMPCV) disponibilizou-se hoje para, juntamente com os poderes públicos, se encontrar as “melhores soluções” para o exercício da liberdade de imprensa no país e de um “jornalismo credível”.

Segundo Fernando Ortet, tais condições contribuirão para o “reforço da democracia” no arquipélago, além de possibilitar que os cidadãos estejam “mais e melhor informados” para tomarem decisões de “forma consciente”.

“Mais e melhor informação para o cidadão significa o exercício de um jornalismo de investigação livre, independente e imparcial”, disse o presidente da AMPCV na abertura da primeira conferência internacional subordinada ao tema “O papel dos media em democracia”.

No dizer do presidente da AMPCV, cujo empossamento dos seus órgãos sociais antecedeu os trabalhos da conferência, em Cabo Verde, actualmente, “vive-se uma situação delicada” na área do jornalismo e da comunicação social, que, de acordo com as suas palavras, precisa de ser “resolvida de forma urgente”.

“Acontecem muito mais coisas do que aquelas que o media tem feito a cobertura e noticiado”, indicou, acrescentando que esta situação se deve às “limitações financeiras e dos recursos de humanos dos media, particularmente os privados”.

“É importante ressalvar que todos os media privados em Cabo Verde e todos os media têm de ter a possibilidade de ter livre acesso à informação para produzirem trabalhos jornalísticos de forma independente”, apelou, avançando que esta é ”a única forma de o cidadão sentir que pode confiar nos órgãos de órgãos de comunicação social e que estão a exercer a sua missão”.

Por sua vez, a encarregada dos negócios da embaixada dos Estados Unidos de América, na Praia, Amanda Porter, afirmou que os órgãos de comunicação social têm a responsabilidade de informar os cidadãos em ordem ao “funcionamento saudável da democracia”.

“…A imprensa é uma força poderosa, contribuindo para a formação da opinião publica e desempenha um papel muito importante na vida política dos países”, enfatizou Amanda Porter, para quem uma “imprensa livre é fundamental para criar o clima de transparência e responsabilidade necessários para o desenvolvimento sustentável”.

Na sua perspectiva, o jornalismo, quando bem feito, é uma das “formas mais elevadas de educação cívica e um poderoso meio para a prestação de contas por parte do Governo, do sector privado e da sociedade civil”.

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