Consta na mesma nota que o IMP “aproveita para reforçar que as restrições no acesso as zonas marítimas balneares continuam e vão perdurar no tempo, para permitir a convivência com o vírus em condições de risco mais reduzido”.

O IMP apela à população ao cumprimento rigoroso do regulamento para evitar que isto constitua um risco e as mesmas terem de ser interditadas novamente, relembrando que o documento que regula o acesso e frequência das praias balneares nacionais é analisado e revisto de quinze em quinze dias, e poderá ser alterado a qualquer momento mediante a evolução da situação epidemiológica de cada ilha.

De acordo com a resolução e publicado nesta sexta-feira no Boletim Oficial (BO), está assim autorizado o acesso, mas com algumas proibições, ao Estoril, à praia de Chaves, à praia de Cruz e à praia David, com horário autorizado das 08:00 às 18:00, e à praia de Diante das 06:00 às 18:00.

Entretanto, ainda continuam interditas as praias de Farrapa, Curral Velho, Santa Mónica, praia de Lacacão, das Dunas, Varandinha, Ervatão, praia das Gatas, Atalanta, Boa Esperança, Agostinha e Carlota.

O mesmo documento dá conta ainda que a ilha do Maio, que tinha somente uma praia com autorização, a praia de Bitche Rotcha, terá livre agora a de Baixona, Santa Clara, Ribeira Dom João, e a de Boca Lagoa. As restantes continuam ainda interditadas.

Assim, uma lista de praias que se juntam às liberadas pelo IMP nas diferentes ilhas do País desde o último sábado, 23, com excepção de Santiago, onde as zonas balneares continuam todas interditas, mesmo com a ilha fora do estado de emergência a partir de hoje.

Entretanto, conforme explicou o capitão dos Portos, Aguinaldo Lima, em conferência de imprensa, será permitido a partir de agora o acesso das pessoas às estâncias balneares e zonas marítimas balneares para fins terapêuticos e de lazer, mas sujeitos ao cumprimento de normas de protecção sanitária.

Na lista das permissões constam a prática de actividades de natação e banho, de pesca de lazer e lúdica e pesca lúdica submarina, prática de actividade física e desportiva em modo individual, tais sejam, caminhadas, corridas e treino funcional, desde que sejam respeitadas as regras de distanciamento de dois metros, no mínimo.

Mais ainda, serão permitidas a prática de actividades náuticas desportivas, também com distanciamento de dois metros no mínimo.

No entanto, conforme o capitão dos Portos, ficam ainda proibidas certas actividades, entre as quais, comercialização ambulante de bebidas e comidas, piqueniques, passeios e convívios diversos, utilização de equipamentos sonoros, utilização e permanência em tendas colectivas, práticas de jogos de carácter colectivo, prática de actividades em que haja troca de materiais e equipamentos e utilização de ginásios e parques fitness.

“Essas regras, que perdurarão enquanto houver risco de contágio, visam estabelecer estilos de conduta e de utilização das aludidas praias e zonas marítimas balneares, de forma aprazível e segura, permitindo assim que se conviva com o vírus em condições de risco mais reduzido”, explicou o responsável, adiantando que a fiscalização para o cumprimento dessas normas fica a cargo da autoridade marítima nacional, Polícia Nacional, Polícia Marítima e nadadores-salvadores.

Aguinaldo Lima asseverou ainda que algumas praias continuam interditadas, “até que as condições de segurança o permitem”, entre estas algumas que estão fora do perímetro urbano e sem fiscalização permanente.

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