Segundo o comunicado do Governo, as celebrações do 20º aniversário do referendo de 30 de Agosto de 1999 é um evento de “elevada importância” política para Timor-Leste, volvidos 20 anos sobre a data histórica em que o povo de Timor-Leste demonstrou a sua coragem ao votar, de forma inequívoca, no sentido da sua soberania.

“Desde a sua fundação, em 17 de Julho de 1996, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu, como sua, a causa de libertação do povo timorense e Cabo Verde, presidência pro-tempore da CPLP, honra a República Democrática de Timor-Leste com a sua presença, reforçando os laços de amizade entre os dois países”, lê-se no documento em apreço.

No âmbito da comemoração do XX Aniversário do Dia da Consulta Popular de 30 de Agosto de 1999 e da Missão da INTERFET (uma força de manutenção de paz que veio para Timor-Leste para responder à crise humanitária e de segurança de 1999 a 2000), a Comissão Organizadora das Celebrações está a organizar um vasto programa que inclui atividades em todos os municípios de 31 de Julho de a 31 de Agosto de 2019.

O ponto alto das celebrações acontece no dia 30, com uma sessão solene no Parlamento Nacional, seguido de um almoço oferecido pelo primeiro-ministro, Taur Matan Ruak.

Segundo a Lusa, ao início da tarde, começam atividades culturais e desportivas em Tasi Tolo, enquanto, no outro extremo da cidade, na zona de Bidau Santana, se inaugura a Ponte Presidente B. J. Habibie, em nome do chefe de Estado indonésio que em Janeiro de 1999 deu luz verde a um referendo em Timor-Leste.

Ao final da tarde está prevista a troca de notas diplomáticas entre Timor-Leste e a Austrália sobre a ratificação do Tratado de Fronteiras Marítimas, cerimónia em que se prevê a presença dos chefes do Governo dos dois países, Taur Matan Ruak e Scott Morrison.

As cerimónias passam depois para Tasi Tolo, a zona onde em 20 de Maio de 2002 se oficializou a restauração da independência de Timor-Leste.

O programa aprovado pela comissão organizadora, presidida por Xanana Gusmão, prevê o discurso do chefe de Estado, Francisco Guterres Lu-Olo, a atribuição de condecorações e um pequeno programa cultural.

Mais de 78,5% da população timorense votou a favor da independência, num referendo que decorreu depois de meses de intensa violência e intimidação, em 30 de Agosto de 1999.

O referendo, supervisionado pelas Nações Unidas, realizou-se depois de um acordo assinado em 05 de Maio entre Portugal e a Indonésia.

Os resultados da votação foram anunciados na manhã de 04 de Setembro, por Ian Martin, na sala de conferências do então Hotel Mahkota (hoje Hotel Timor), tendo praticamente de imediato começado uma onda de destruição sistemática em todo o país.

A situação levou a comunidade internacional a aprovar a vinda de uma força internacional, a Interfet, que chegou ao país a 20 de Setembro para estabilizar a situação.

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