Abraão Vicente respondia aos jornalistas sobre o pronunciamento do PAICV (oposição) referente à nomeação do novo conselho de administração da RTC, em São Lourenço dos Órgãos, à margem do acto de arranque das obras do auditório municipal.

“É de uma falta de lealdade institucional colar no mesmo dia e na mesma hora às declarações do PAICV, uma declaração, que, segundo consta é apenas uma opinião do presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (Ajoc)”, criticou

Para o governante, as declarações do presidente da Ajoc são “de uma desonestidade intelectual enorme e de uma desonestidade intelectual para a instituição a que pertence”.

Abraão Vicente foi mais longe alertando que é uma tentativa de golpe aos novos estatutos da RTC, mas lembrou que os cidadãos estão alertas para estas situações.

“O Governo está completamente de consciência tranquila e acredito que grande parte dos trabalhadores da própria RTC, que têm um representante no Conselho Independente, e os próprios membros do Conselho Independente deverão posicionar-se  claramente, repudiando um acto que é claramente um acto de tentativa de condicionamento, quer do PAICV quer do presidente da Ajoc, à implementação do novo estatuto da RTC”, disse.

Numa publicação na sua página do Facebook, o presidente da Ajoc lembrou que tinha afirmado desde o início, antes de o estatuto ter sido aprovado, que a presença da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde no Conselho Independente da RTC deitava por terra a intenção manifestada pelo Governo de pôr fim à politização da maior empresa de comunicação social do país e da “tão propalada” desgovernamentalização da empresa.

“Os argumentos que foram apresentados no parlamento para manter a presença de um representante da ANMCV no Conselho Independente, nomeadamente os da diversidade regional e de uma maior aproximação aos cidadãos não colam. Com efeito, o exemplo dos cantões suíços ou de alguns estados na Alemanha, que participam na escolha dos dirigentes dos operadores públicos de rádio e televisão, não se aplica a Cabo Verde”, argumentou.

Para a Ajoc “é pena” porque o Governo, “que teve a coragem política” de retomar a reforma ensaiada em 2015 com a criação da RTCI, acabou por recuar, propiciando a constituição de um Conselho Independente “que fica entre a independência e a autonomia almejadas para a RTC e a politização/governamentalização efectivamente desejada”.

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