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Jovens limpam monumentos para comemorar 3.º aniversário da Cidade Velha Património Mundial

27 de Junho de 2012, 22:13

Cerca de três dezenas de jovens limparam os vários monumentos da Ribeira Grande de Santiago para assinalar o terceiro aniversário da elevação a Património Mundial da Humanidade da também conhecida por Cidade Velha.

A iniciativa decorreu na terça-feira e partiu da câmara local, que ressalvou nada ter a ver com as autárquicas do próximo domingo, tendo sido limpos do lixo e alguns escombros e pedras monumentos como a Fortaleza Real de São Filipe, a Sé Catedral e a torre da Igreja da Misericórdia.

Em declarações à agência Lusa, Nuno Rebocho, assessor de comunicação da câmara da Ribeira Grande de Santiago, lembrou que paralelamente foi realizado um conjunto de atividades que, em parceria com o Instituto da Investigação e do Património Cultural (IIPC), levou à Cidade Velha exposições de produtos artesanais e de livros.

"Pretendeu-se dar dignidade a uma data que é muito querida ao povo da Cidade Velha, depositário fiel deste património, respeitando ao mesmo tempo as limitações impostas pela quadra eleitoral, o que naturalmente obrigou a restrições, que foram respeitadas", sublinhou Nuno Rebocho.

O "berço da Nação cabo-verdiana" - foi lá que os portugueses desembarcaram pela primeira vez em 1460 -, foi elevado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) a património da humanidade a 26 de junho de 2009.

A Cidade Velha foi a primeira capital do arquipélago descoberto em 1460 pelo navegador português Diogo Gomes, tendo começado a ser povoada dois anos mais tarde, a 31 de janeiro de 1462, por António da Noli, a mando do então Infante D. Henrique.

A Ribeira Grande de Santiago foi elevada a cidade e capital do arquipélago em 1533, altura em que contava com cerca de 500 habitantes.

Hoje, com cerca do quádruplo, 2.000, a Cidade Velha tenta recuperar o "carisma" do passado, em que uma série de iniciativas, apoiadas no estatuto de Património Mundial da Humanidade, tenta pôr cobro ao abandono de que foi alvo após a capital do arquipélago passar para a Cidade da Praia, em 1770.

Em 2007, e depois de sempre ter dependido do concelho da Cidade da Praia, a Ribeira Grande de Santiago, 15 quilómetros a oeste da capital cabo-verdiana, subiu a município, em poder do Movimento para a Democracia (MpD, oposição parlamentar).

Lusa/Fim


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