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5 sinais de como o mundo vai mudar radicalmente este século

21 de Outubro de 2011, 13:19

De acordo com a Divisão de População das Nações Unidas, a nossa população vai chegar a 7 bilhões em 31 de Outubro, e, embora as taxas de fecundidade começaram a baixar em grande parte do mundo, ainda estamos projectados para alcançar 9 bilhões em meados do século, e nos estabilizar em cerca de 10 bilhões até 2100.

E quais os impactos dessa explosão da população humana? O site Life'sLittleMysteries fez uma lista de cinco mudanças marcantes que se pode esperar ainda nesse século.

1 – Mudanças no crescimento da população global

Actualmente, é um facto que a China é o país mais populoso do mundo, e que a África não é necessariamente superpovoada considerando o seu tamanho. Esses dados vão mudar drasticamente.

A política chinesa do filho único restringiu significativamente o seu crescimento, enquanto que, em alguns países africanos, a média das mulheres dá à luz a mais de 7 filhos.

De acordo com o biólogo Joel Cohen, a população da Índia vai superar a da China por volta de 2020, e a da África subsaariana alcançará a da Índia em 2040. Além disso, em 1950, havia três vezes mais europeus do que africanos subsaarianos. Em 2100, haverá cinco africanos subsaarianos para cada europeu. Essa é uma mudança de 15 vezes na relação da população, que pode ter um impacto geopolítico e sobre a migração internacional.

A migração de pessoas da África para a Europa pode apresentar um grande desafio nos próximos anos. Pode ser um potencial enorme do ponto de vista europeu, ou pode ser visto como uma ameaça. Como o mundo vai gerir a imigração para que o continente europeu ainda tenha benefícios enquanto a administra, vai ser uma grande questão.

2 – Urbanização

Globalmente, o número de pessoas a viver em áreas urbanas alcançou e ultrapassou o número de pessoas que habitam em áreas rurais, tendência que se irá manter.

O número de pessoas que vivem nas cidades vai subir de 3,5 bilhões hoje para 6,3 bilhões em 2050. Esta taxa de urbanização é equivalente a construção de uma cidade de um milhão de pessoas a cada cinco dias, a partir de agora, para os próximos 40 anos.

E isso sem construir novas cidades mas porque as já existentes tendem a “lotar”. As grandes ciaddes tornar-se-ão ainda mais caóticas – o que pode gerar novos conflitos. Quando se vive em pequenas cidades e áreas rurais, existem todos os tipos tradicionais de resolução de conflitos – uma espécie de equilíbrio estável. Com as megalópoles que se vê agora em África, como Monróvia (Libéria) e Kinshasa (República do Congo), vemos cidades onde a dinâmica não está mais sob controle. Ou seja, podemos estar a camonhar em direção a novos tipos de conflitos – conflitos urbanos – e o mundo ainda não pensou nas consequências disso.

3 – Guerra pela água


Não só a população humana explodiu nos últimos dois séculos, mas o consumo de recursos por pessoa – especialmente nas nações industrializadas – tem crescido exponencialmente.

Os cientistas acreditam que a escassez dos recursos irá causar uma escalada de conflitos durante este século, ampliando o abismo entre ricos e pobres – os que têm e os que não têm.

Nenhum recurso é mais precioso e vital que a água, e, segundo o economista Jeffrey Sachs, já existem partes do mundo que, por causa do clima em rápida mutação, estão num ponto de crise grave. A população da Somália, por exemplo, aumentou cerca de cinco vezes desde meados do século 20, e a precipitação diminuiu cerca de 25% no último quarto de século. Há uma fome devastadora após dois anos de completo fracasso das chuvas.

Conflitos sobre a escassez de água provavelmente irão desenvolver-se em luta de classes. A desigualdade da riqueza tende a crescer à medida que a população do país cresce, e este é um ponto muito importante, pois o consumo per capita de recursos aumentou dramaticamente.

Quando se soma tudo isto, temos um quadro sombrio: à medida que a população cresce, há menos água por pessoa. Enquanto isso, a desigualdade entre ricos e pobres alarga-se, e os ricos pedem mais recursos para acomodar seu estilo de vida. Inevitavelmente, eles irão  comandar a água e outros recursos dos pobres, o que levará a desafios, e talvez conflito de classes.

4 – Energia futura


Actualmente, não há energia suficiente para ser extraída de fontes conhecidas de combustíveis fósseis para sustentar 10

bilhões de pessoas. Isto significa que os seres humanos serão obrigados a recorrer a uma nova fonte de energia antes do final do século. No entanto, é um mistério qual será essa nova fonte.

Nenhuma tecnologia está completamente pronta para resolver o problema da energia. Sabemos que há uma abundância de energia solar, nuclear, no carbono, e outras fontes, para provavelmente 100 ou 200 anos. Mas todas elas ainda têm problemas: eficiência, custo, etc.

Muitos especialistas estão otimistas de que as tecnologias podem ser desenvolvidas para resolver os nossos problemas, mas outros acham que não temos as estruturas sociais que nos permitem empregar estas tecnologias.

Em suma, o futuro irá corresponder a uma destas duas imagens: ou alguma forma nova e superior de extração de energia (tais como painéis solares altamente eficientes) será generalizada, ou a tecnologia e a sua implementação irão falhar, e a humanidade terá de enfrentar uma grande crise de energia.

5 – Extinções em massa

À medida que os seres humanos se espalham, vai deixando pouco espaço ou recursos escassos para outras espécies. Há boas evidências de que estamos na sexta extinção de espécies em massa da história do planeta, por causa da incrível quantidade de produção primária que tomamos por sermos uma espécie de 7 bilhões de indivíduos.

Além da falta de terra e recursos para outras espécies, nós também causamos mudanças rápidas para o clima global, com a qual muitas espécies não conseguem lidar. Alguns biólogos acreditam que, com a actual taxa de extinção, 75% das espécies do planeta desaparecerão nos próximos 300 a 2.000 anos. Estes desaparecimentos já começaram, e os eventos de extinção tornar-se-ão cada vez mais comuns ao longo do século.




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