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As “memórias” guardadas no telefone são importantes, mas vendem-se por 10 euros

20 de Abril de 2017, 15:40:26

A maioria das pessoas valoriza mais as suas memórias do que qualquer outro dado guardado no seu smartphone ou tablet, mas quando a situação envolve dinheiro, a importância parece cair a pique, indica um estudo da Kaspersky Lab.

Os resultados do relatório apontam que para 49% das pessoas, fotos privadas e sensíveis são a informação mais preciosa que guardam, seguida por fotos dos seus filhos e parceiros. O facto de poderem perder essas memórias tão importantes é visto como um episódio mais stressante do que a possibilidade de um acidente de viação, que o final de uma relação amorosa ou com um amigo e familiar.

Contudo, quando confrontados com a decisão de apagar os dados em troca de dinheiro, as pessoas prescindem destas recordações – por exemplo, fotografias - por qualquer coisa como €10,37.

O estudo Risking data heartache: it hurts to lose the data you love da Kaspersky Lab, que analisa a relação das pessoas com os dados que guardam nos dispositivos móveis e o que fazem para os manter seguros, indica mais precisamente que mais de dois quintos dos inquiridos, afirma que não teria como recuperar fotografias e vídeos de viagens (45%), dos seus filhos (44%) ou deles próprios (40%).

A empresa perguntou também quão stressantes seriam determinados cenários, incluindo a doença de um familiar, o final de uma relação amorosa, um acidente de carro e a perda de fotografias digitais, contactos, etc. Em todos os países estudados, a doença de um familiar é a situação que mais ansiedade e preocupação geraria.

O roubo ou perda de um dispositivo - e a consequente perda das fotografias digitais – foi o segundo e terceiro cenário mais valorizado (dependendo dos países) ficando o acidente de carro, o fim da relação com um parceiro, um mau dia no trabalho ou uma briga com um familiar ou amigo mais para baixo na lista de episódios stressantes.

Contudo, a experiência conduzida para a Kaspersky Lab por psicólogos da Universidade de Wuerzburg também mostrou aos investigadores uma conclusão contraditória: ainda que admitam amar os seus dados, as pessoas estão disponíveis para vendê-los por muito pouco.

Os participantes nesta experiência foram convidados a pedir um valor, em dinheiro, pelos dados guardados nos seus smartphones – incluindo fotografias de família e amigos, contactos e documentos pessoais. Surpreendentemente, os montantes pedidos estiveram bastante abaixo do expectável, tendo em conta a preocupação em perdê-los que revelaram no inquérito.

Os participantes tendem a pedir mais dinheiro pela informação financeira e de pagamentos (em média, 13,33€) do que por outro tipo de dados. Os contactos valem 11,89€ em média e as fotos, em geral, seriam vendidas por um valor médio de 10,37€.

Para além disto, a experiência mostrou que são precisamente as suas memórias mais preciosas que as pessoas têm disponíveis para trocar por dinheiro. Quando lhes foi oferecido dinheiro (com base nos montantes acima indicados) para apagar os seus dados (na verdade, nada acabou por ser apagado), fotos de família, amigos, deles próprios e documentos pessoais foram as categorias mais mencionadas para posterior eliminação.

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