Página gerada às 13:19h, terça-feira 28 de Fevereiro

Altice Labs prova que inovação feita em português tem espaço para crescer no mundo

17 de Fevereiro de 2017, 10:00:00

(Atualizada) Um ano depois da inauguração oficial da Altice Labs o balanço feito é positivo, e há uma série de projetos desenvolvidos que mostram que a unidade de I&D do grupo tem conseguido ganhar espaço e exportar tecnologia.

"Há um ano estávamos aqui a apresentar a Altice Labs que era o corolário do trabalho que foi feito na PT Inovação", afirmou Paulo Neves, CEO e Chairman da Portugal Telecom, na apresentação pública que assinala o aniversário da fábrica de inovação do Grupo Altice, mostrando satisfação com o trabalho feito. "Foi muito importante o grupo assumir esta aposta na inovação e passado um ano é com orgulho que dizemos que foi um desafio ganho", justifica.

A história do Altice Labs começou como GECA – Grupo de Estudos de Comutação Automática, uma unidade de investigação criada em 1950, na cidade de Leiria, e a transferência para Aveiro só aconteceu em 1955. Mais tarde mudou de nome para CET – Centro de Estudos de Telecomunicações e depois para PT Inovação, mas o ADN manteve-se ligado à inovação e desenvolvimento de novos produtos para as empresas do grupo Portugal Telecom, assumindo também a capacidade de produtizar, e exportar, características que convenceram o Grupo Altice a centrar em Portugal a sua fábrica de inovação depois da compra da PT.

um ano, aquando da inauguração oficial, havia projetos a decorrer mas muita da estratégia estava ainda no papel, e na cabeça de quem liderava o projeto. Paulo Neves, CEO da PT, assumia a ambição, assim como Alexandre Fonseca, o CTO da empresa, e a confiança demonstrada por Armando Pereira e Patrick Drahi, presidente do Conselho de Administração da empresa, serviram de impulso à fixação de Aveiro como centro estratégico de I&D da Altice e à materialização de projetos que começam a ganhar terreno nas operações internacionais do Grupo Altice mas também em clientes fora do grupo.

E agora o balanço feito é positivo. "A Altice Labs fez uma viagem extraordinária este ano. Os Labs são um exemplo de inovação e de empreendedorismo do grupo que queremos manter", afirmou ainda Michael Combes, CEO do grupo Altice, que reforçou ainda o empenho que o Grupo tem na operação em Portugal e o orgulho que os fundadores têm no trabalho feito pela PT e pelo que a empresa conseguiu este ano.

Projetos em curso

Hoje a Altice Labs assinala o primeiro aniversário, e no “histórico” dos últimos meses há muitos projetos no terreno, grande parte de continuidade com inovação feita em Aveiro que está a ser aplicada gradualmente noutras operações, mas também há projetos novos.

“Tem sido um ano extraordinário. Começámos o ano com dois projetos no Grupo Altice, um em França e outro na República Dominicana, e estamos a começar 2017 com 17 projetos em curso  e com mais 3 a 5 a serem preparados” explicou ao TeK Alcino Lavrador, diretor geral da Altice Labs.

Para além da experiência de internacionalização que já existia na PT Inovação, com a Altice Labs “alargámos o nosso scope para o hemisfério norte, não perdemos nenhum cliente e tivemos projetos interessantes fora do grupo, nomeadamente na Índia”, detalha Alcino Lavrador.

Dentro do ecossistema Altice há projetos nos EUA, França, Israel, República Dominicana e Martinica, mas a estes somam-se um projeto de grande dimensão na Índia e também na Rússia e Brasil, onde a tecnologia desenvolvida a partir dos laboratórios de Aveiro tem conquistado espaço em operadoras de telecomunicações.

Preparar uma estrutura de futuro

As áreas relacionadas com redes, incluindo a evolução da fibra ótica, Cloud, Internet das Coisas, e Big Data estão no radar da inovação da Altice Labs, mas com os olhos postos na evolução da tecnologia de rede e de TI, onde o Grupo Altice também quer marcar posição.

No último ano a reorganização dos laboratórios, com uma metodologia mais orientada à produção de inovação numa lógica de produto ou serviço, e o reforço de uma orientação vocacionada para o negócio ajudaram a consolidar uma estratégia de exportação de tecnologia, que a Altice Labs quer continuar a desenvolver para ser reconhecida como uma referência na exportação de tecnologia mas também como pólo de desenvolvimento económico.

Numa lógica de ligação à comunidade, a Altice Labs  estreia hoje o Future Lab, um espaço aberto à co-criação de projetos tecnológicos, assinando também um memorando de entendimento com a Ericsson para o 5G

 

Tecnologia "made in Portugal"

A experiência de desenvolvimento da rede de fibra ótica da Portugal Telecom tem sido uma ds bases relevantes na disseminação da inovação feita pela Altice Labs nas empresas do Grupo. A maioria das operações da Altice já usa a tecnologia e os Sistemas de Informação OSS/BSS da Altice Labs, que foram desenvolvidos e produzidos em Portugal, e nos Estados Unidos, onde a empresa detém a quarta maior operadora de cabo há um plano de expansão da rede de fibra ótica de alto débito – FTTH – que se estende aos próximos cinco anos, prevendo 4,6 milhões de casas em 20 estados norte-americanos.

Também em França está a ser usada tecnologia "made in Portugal" a Direção de Desenvolvimento de Sistemas de Rede da Altice Labs desenhou o Armário GPON 6000 para utilização na SFR, um equipamento que vai ser complementado com duas unidades OLT1-T1, garantindo serviço a 6 mil clientes de fibra. Numa primeira fase a tecnologia FTTH vai servir 850 mil clientes.

Mas, como notou Alcino Lavrador, a expansão de soluções não se faz só dentro do Grupo Altice. Na Índia a tecnologia GPON desenvolvida pela Altice Labs está desde março de 2016 a ser utilizada na rede de alto débito no estado de Andhra Pradesh. O projeto AP Fiber Grid tem como objetivo fornecer conetividade de banda larga de 15 a 20 Mbps, para famílias, e de 100 Mbps a 1 Gbps, para as instituições governamentais e empresas, com abrangendo ainda as zonas rurais.

A internet das Coisas (IoT) está também no radar do Altice Labs, que mais uma vez herda experiência anterior da PT Inovação nesta área. No portfólio de soluções há uma oferta para mercados verticais para criar aplicações específicas para cada segmento de atividade, onde as smart cities e a área da Saúde assumem destaque.

Entre as novidades deste ano está ainda a implementação de uma solução de convergência para empresas, criada de raiz na Altice Labs, a ABC (Advanced Business Communications), que está a ser adotada na Altice EUA mas que pode chegar em breve a outros mercados. 

 

Nota da Redação: A notícia foi atualizada ao longo da apresentação que decorreu esta manhã em Aveiro, na Altice Labs.

Foi feita uma correção no texto

Comentários

Critério de publicação de comentários

 

SAPO Jornais