O Windows 7 é agora o sistema operativo mais usado a nível global, atendendo aos últimos números do StatCounter. O mais recente sistema operativo da Microsoft precisou de três anos para ultrapassar o campeão Windows XP, mas conseguiu uma proeza de qual o Vista, anterior aposta da gigante de Redmond, nunca se pode gabar.
De acordo com o serviço que se socorre da análise da navegação online para aferir quais os sistemas operativos e browsers mais usados, o momento de viragem deu-se durante o mês de junho.
Durante esse período, a quota do Windows 7 subiu aos 50,2%, relegando para segundo lugar o antigo campeão em título, confinado a 29,9% dos PCs usados, como se pode constatar no gráfico disponibilizado pelo site.
Source: StatCounter Global Stats - Operating System Market Share
Lançado em outubro de 209, o Windows 7 foi desde cedo apontado como a grande aposta da Microsoft para "atualizar" o software usado pelos clientes da marca. Deu sinais de uma adoção entusiasmada, depois do fraco acolhimento registado relativamente à versão anterior do Windows, o Vista, e prometia a versão capaz de convencer as empresas a abandonarem o sucesso que tinha sido o XP.
Ainda assim, o processo de transição não deverá ser imediato, numa altura em que ainda há muitas organizações a preferirem não abandonar um SO que consideram estável e fiável, ou que não estão dispostas a correr riscos em matéria de compatibilidade aplicações (ou a assumir os custos da mudança), por exemplo. A transição terá, contudo, de ser feita até abril de 2014, altura em que a fabricante deixará de dar suporte ao sistema operativo lançado há mais de dez anos.
E nesta fase há números que não deixariam a Microsoft tão otimista quanto os do StatCounter. Os dados da concorrente NetApplications, que recorre a métodos semelhantes para apresentar resultados menos "animadores".
Os números da empresa para o mês passado continuam a colocar o Windows XP no topo da lista dos SO mais usados, com 43,6% do mercado, seguido (de perto) pelo Windows 7, ainda com 41,6% de quota. O gráfico mostra, porém, que o peso do último SO da Microsoft tem vindo a crescer progressivamente e de forma sustentada todos os meses, à medida que a "fatia" do XP vai descendo, naquilo que poderá ser encarado como um efeito de substituição da versão mais antiga do Windows pela mais recente.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Joana M. Fernandes

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