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Primeira fase da Televisão Digital Terrestre cobre 75% da população de Cabo Verde

13 de Julho de 2017, 12:51

Praia, 13 jul (Lusa) - A primeira fase das emissões da Televisão Terrestre Digital (TDT) em Cabo Verde está concluída, cobrindo quatro ilhas, que representam mais de 75% da população do arquipélago, informou hoje a Agência Nacional das Comunicações (ANAC).

Em nota de imprensa, a ANAC informou que a Comissão de Implementação e Acompanhamento concluiu a primeira fase da transição do sistema de radiodifusão televisiva para televisão digital terrestre, e neste momento emite de forma experimental cinco programas de televisão e seis de rádio.

Santiago, Maio, Sal e São Vicente são as ilhas com cobertura, mas a ANAC indicou que é possível receber o sinal TDT noutras ilhas vizinhas das quatro, como Santo Antão, Fogo, Boavista e São Nicolau.

Por isso, a agência salientou que a cobertura ultrapassa os 75% da população cabo-verdiana, superando o inicialmente previsto, que era de 60% da população.

As emissões podem ser captadas pelos cidadãos que tiverem o sistema incorporado de transformação para digital, que podem fazer a configuração manual, e os que não tiveram o sistema podem fazê-lo através da compra da caixa descodificadora do sinal adequada.

A ANAC informou que a caixa descodificadora do sinal, cujo preço não ultrapassará os dois mil escudos cabo-verdianos (cerca de 18 euros), e televisores DVB-T2 já se encontram à venda em diversas casas comerciais do país.

Quanto à segunda fase, avançou que irá cobrir as restantes ilhas de Santo Antão, São Nicolau, Boavista, Fogo e Brava.

Neste momento, as emissões analógicas e digitais estão em simultâneo, mas o "apagão" analógico deverá começar faseadamente ainda este ano, segundo o ministro das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente.

Cabo Verde é um dos cinco países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que estão mais avançados em termos de aplicação da TDT.

A TDT deveria arrancar em junho do ano passado em Cabo Verde, conforme determinou a União Internacional de Telecomunicações (UIT), mas "constrangimentos técnicos", como o atraso na chegada de equipamentos, estiveram na origem de sucessivos adiamentos.

RYPE // EL

Lusa/fim


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