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Governo cabo-verdiano destaca Praia como "capital dos eventos" através do Atlantic Music Expo

13 de Abril de 2017, 17:58

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Praia, 13 abr (Lusa) - O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas cabo-verdiano, Abraão Vicente, destacou hoje os resultados do Atlantic Music Expo (AME), dizendo que a quinta edição veio consolidar a Praia como "capital dos eventos" em Cabo Verde.

"Os nossos parceiros consolidaram a visão que temos de ter resultados durante o AME. Sendo um investimento financeiro bastante elevado, a nossa perspetiva não era apenas preencher o calendário dos eventos. Consolidamos a cidade da Praia como a capital dos eventos em Cabo Verde", afirmou Abraão Vicente.

O ministro falava à agência Lusa para fazer o balanço da quinta edição AME, encontro internacional de música que termina hoje à noite, depois de quatro dias de muitos espetáculos gratuitos, exposições, conferências, muito intercâmbio e animação no centro histórico da Praia.

Segundo Abraão Vicente, durante estes dias os hotéis da cidade da Praia estiveram praticamente lotados, quase todos os produtores fizeram visitas turísticas à Cidade Velha, outros foram ao Tarrafal e a outros concelhos da ilha de Santiago.

"Promovemos, paralelamente ao negócio da música, aquilo que é uma turismo interno bastante interessante", sustentou o governante, sublinhando a "enorme participação" do público da Praia, bem como o "rejuvenescimento" do público do AME.

"Assistimos este ano uma presença muito maior do público jovem. Anteriormente, o AME era caracterizado por ser quase do pessoal do Plateau, de uma certa classe média-alta, mas este ano percebemos que conseguiu mobilizar pessoas de todos os bairros", notou.

O AME é organizado desde 2013 pelo Ministério da Cultura de Cabo Verde, em parceria com a World Music Expo (Womex), a produtora cabo-verdiana Harmonia e outras entidades locais.

Este ano, a organização perspetivou a presença de mais de 600 participantes, desde artistas, músicos, produtores, empresários, jornalistas, diretores de festivais, agentes, todos com o objetivo de mostrarem os seus trabalhos e refletirem sobre o mercado da música.

Abraão Vicente disse que a edição deste ano redirecionou as conferências e ?workshops' para a questão dos modelos de negócios, programação, ?streaming', fazendo com que o AME consolidasse a vertente mais contemporânea e moderna da música.

"Conseguimos trazer toda uma nova geração de artistas que, sendo da World Music, também são muito contemporâneos. É um mercado onde todos os estilos são bem-vindos. Conseguimos alargar o âmbito do AME, com uma programação muito sólida", referiu, destacando a programação diversificada e espetáculos de "altíssima qualidade".

O ministro informou que o Governo vai passar a comparticipar, através do Orçamento do Estado, parte da internacionalização de artistas cabo-verdianos que tenham sido escolhidos durante o AME ou tenham um selo de garantia dos produtores de que vão ser contratados.

"Isto para distinguir aquilo que é a internacionalização através das discotecas, feiras, de coisas que não fazem parte do mercado de consagração, onde estamos a falar dos grandes festivais de jazz, da world music, música pop. Temos que escolher um nicho bom de artistas, priorizar aqueles que merecem o apoio do Estado e levar a bandeira de Cabo Verde", traçou.

O ministro disse que os artistas cabo-verdianos já estão conscientes da importância e do impacto do AME, mas considerou ser preciso dar formações durante o ano todo, porque só as de meia hora ou uma hora são insuficientes.

"Isto significa que ainda há um longo trabalho pedagógico a fazer para consciencializar", apontou Abraão Vicente, destacando o projeto LusAfro, que juntou artistas da Alemanha e da África lusófona, para uma semana de intercâmbio, tendo culminado com um espetáculo.

RYPE // PJA

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