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PAICV realiza Congresso para traçar "nova caminhada" na oposição em Cabo Verde

13 de Fevereiro de 2017, 14:17

Praia, 13 fev (Lusa) - O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) realiza nos próximos dias 17, 18 e 19, na cidade da Praia, o seu XV Congresso, com o objetivo de iniciar uma "nova caminhada", agora na oposição.

A reunião magna irá consagrar a presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, reeleita há duas semanas, após ter colocado o seu lugar à disposição dos militantes na sequência das derrotas eleitorais em 2016.

"O Congresso se reveste de maior importância para a vida do partido, já que, decorrendo logo a seguir ao período eleitoral que marcou o ano de 2016, marcará o início de uma nova caminhada, estribada no fortalecimento do PAICV", salientou o secretário-geral do partido, João do Carmo.

O responsável partidário falava hoje em conferência de imprensa para fazer o balanço da Reunião da Comissão Política Nacional e dar informações sobre a preparação do Congresso, que contará com a presença de 413 delegados do país e da diáspora cabo-verdiana.

João do Carmo disse que o evento, que vai decorrer sob o lema "Por um PAICV mais forte, por um Cabo Verde mais justo", vai dar orientações sobre a organização do partido às "novas exigências e desafios", agora que está na oposição, depois de ter governado o país por 15 anos.

"O povo escolheu-nos como oposição. Vamos fiscalizar a ação do Governo, fazer uma oposição responsável com alternativas credíveis de governação", apontou João do Carmo, sublinhado que o partido se mantém "firme e convicto" na defesa do desenvolvimento do país.

O secretário-geral do PAICV disse que um dos momentos altos do Congresso será a apresentação e discussão da Moção de Estratégia de Orientação Política Nacional por parte da presidente do partido, sufragada nas eleições internas de 29 de janeiro.

Outro "momento importante", prosseguiu, será a eleição dos órgãos nacionais do PAICV para os próximos três anos, como o Conselho Nacional e a Comissão de Jurisdição e Fiscalização.

A liderança de Janira Almada foi contestada por um grupo de destacados militantes, alguns seus antigos colegas no anterior governo do país, liderado por José Maria Neves, que apresentaram um "Manifesto de Militância" a pedir mais diálogo interno.

Questionado pelos jornalistas sobre que lugar será reservado a esse grupo, João do Carmo disse os estatutos do partido não preveem Grupo de Reflexão, mas salientou que os elementos são delegados natos ao Congresso, que é um espaço de debate de "discussão aberta".

João do Carmo informou que a reunião magna contará com a presença de muitos convidados nacionais, onde se destacam os ex-presidentes do PAICV, como José Maria Neves, que comandou os destinos do partido e do Governo durante 15 anos.

A nível internacional, disse que já estão confirmadas as presenças de partidos que integram a mesma família da Internacional Socialista e representantes de vários partidos políticos amigos.

O Partido Socialista (PS) de Portugal será representado pelo seu presidente e líder parlamentar, Carlos César, e o PAIGC da Guiné-Bissau pelo seu presidente e antigo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira.

O MLSTP-PSD, de São Tomé e Príncipe, será representado pelo seu presidente, Aurélio Martins, e o MPLA de Angola será representado por uma delegação chefiada pelo antigo secretário-geral do partido Julião Mateus Paulo.

O Congresso contará ainda com representação do Partido Comunista chinês, do Partido Comunista de Cuba e do PS dos Açores e da Madeira.

João do Carmo garantiu que já está tudo a postos para Congresso, esperando "muita discussão e muito debate", mas uma reunião "tranquila".

RYPE // EL

Lusa/Fim


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