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Resultados provisórios apontam reeleição partidária de PM de Cabo Verde com 99% dos votos

08 de Janeiro de 2017, 20:36

Praia, 08 jan (Lusa) - Os resultados provisórios das eleições diretas de hoje no Movimento para a Democracia (MpD), partido no poder em Cabo Verde, apontam para a reeleição do atual presidente e primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, com cerca 99% dos votos.

Segundo o presidente do Gabinete de Apoio a Processos Eleitorais do partido do governo, Hélio Sanches, nas eleições de hoje, que decorreram em 30 regiões eleitorais no país e no estrangeiro, estavam inscritos 29.449 militantes, tendo-se registado uma taxa de participação de 65%.

Hélio Sanches, que ao final da tarde anunciou, na sede do MpD, na cidade da Praia, os resultados provisórios da votação, adiantou que, quando estão escrutinados 40% dos boletins, Ulisses Correia e Silva, único candidato na corrida, conta com 99% de votos favoráveis.

"Daqueles que participaram nas eleições, 99% expressaram claramente o seu voto a favor do candidato Ulisses Correia e Silva", disse Hélio Sanches, assinalando uma abstenção na ordem dos 35%.

O responsável adiantou que os resultados definitivos serão conhecidos até quarta-feira e mostrou-se convicto que a tendência agora registada na votação irá manter-se até ao final do apuramento.

Nas eleições diretas de hoje são ainda eleitos 294 dos 300 delegados à convenção do partido, marcada para 04 e 05 de fevereiro, na cidade da Praia.

Por eleger, ficam os seis delegados dos Estados Unidos, cuja eleição se realiza apenas a 21 de janeiro.

Hélio Sanches destacou a forma "positiva" e "ordeira" como decorreram as eleições.

Ulisses Correia e Silva foi a votos no próprio partido sem oposição depois de, no ano passado, ter conquistado vitórias expressivas nas legislativas de março e nas autárquicas de setembro.

O atual primeiro-ministro cabo-verdiano foi eleito pela primeira vez presidente do MpD em junho de 2013, também como candidato único e com 98% dos votos, sucedendo ao histórico Carlos Veiga.

Durante a manhã de hoje, após ter votado, em declarações aos jornalistas, Ulisses Correia e Silva recusou a ideia de que a sua candidatura única "tira brilho" às eleições diretas.

Assegurou que o partido vai ter um período de muito trabalho interno, tendo em conta que esteve praticamente dois anos a preparar-se os embates eleitorais "muito fortes" no ano passado.

Depois das vitórias nas legislativas e terem conquistado 18 das 22 câmaras municipais, avançou que agora o partido está em condições para se organizar, estruturar e institucionalizar, para ser um "grande suporte da governação".

"Faz todo sentido que haja renovação de confiança para a governação do partido e para o suporte da governação do país", disse.

CFF // JMR

Lusa/Fim


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