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Cabo Verde perde um grande amigo -- primeiro-ministro

07 de Janeiro de 2017, 18:15

Praia, 07 jan (Lusa) - O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que com a morte de Mário Soares Portugal e o mundo perderam "uma grande referência da democracia e da liberdade" e Cabo Verde perdeu "um grande amigo".

"Em primeiro lugar as minhas condolências à família enlutada, particularmente ao doutor João Soares. Portugal e o mundo perderam uma grande referência da democracia e da liberdade", afirmou Ulisses Correia e Silva.

"Cabo Verde perde um grande amigo, um lutador nato, que esteve envolvido na história também de Cabo Verde, na luta que ele sempre travou pelos ideais da democracia", prosseguiu o chefe do Governo cabo-verdiano.

Para Ulisses Correia e Silva, que falava à imprensa na cidade da Praia à margem de uma atividade do Movimento para a Democracia (MpD, no poder), a memória de Mário Soares deve ser, neste momento, respeitada e guardada "com saudade".

Questionado sobre quem irá marcar presença nas cerimónias fúnebres do antigo chefe de Estado português, Ulisses Correia e Silva afirmou que irá coordenar ainda com o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca.

Mário Soares morreu hoje, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde estava internado há 26 dias, desde 13 de dezembro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, a partir de segunda-feira.

Soares desempenhou os mais altos cargos no país e a sua vida confunde-se com a própria história da democracia portuguesa: combateu a ditadura, foi fundador do PS, primeiro-ministro e Presidente da República.

Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares foi fundador e primeiro líder do PS, e ministro dos Negócios Estrangeiros após a revolução do 25 de Abril de 1974.

Primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, foi Soares a pedir a adesão à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e a assinar o respetivo tratado, em 1985. Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.

CFF (RYPE) // JMR

Lusa/Fim


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