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Arquipélago precisa de 1.000 ME para se desenvolver no longo prazo -- PM (C/ÁUDIO)

12 de Setembro de 2012, 13:45

*** Serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

Cidade da Praia, 12 set (Lusa) - Cabo Verde necessita de 1.000 milhões de euros para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento a médio e longo prazos, afirmou hoje o primeiro-ministro cabo-verdiano, garantindo que os empréstimos serão sempre concessionais.

José Maria Neves, falando aos jornalistas no final de um encontro com o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Donald Kaberuka, admitiu tratar-se de "verbas elevadíssimas" para um país como Cabo Verde, desdramatizando que tal possa criar constrangimentos à sustentabilidade da dívida externa, atualmente próximo dos 80 por cento.

O montante, explicou, é global, isto é, destina-se a financiar as "enormes necessidades de consolidação do desenvolvimento" do arquipélago, não só para projetos temporalmente mais próximos, como também para alicerçar as bases para os investimentos que terão de ser feitos no longo prazo.

Nesse sentido, o chefe do executivo cabo-verdiano lembrou que Cabo Verde está a desenvolver os "clusters" do mar, ar e das tecnologias da informação, com vista a tornar-se um centro internacional de prestação de serviços, à semelhança de Singapura, que visita a 20 deste mês, a convite do homólogo Lee Hsien Loong.

José Maria Neves insistiu que os empréstimos serão sempre concessionais, "com taxas de juro baixíssimas, entre 1 e 1,5 por cento", e com prazos de pagamento que podem chegar aos 30 anos, e lembrou os esforços de modernização aeroportuários e portuários em curso.

"Estamos a estudar a criação de novas dinâmicas de financiamento", acrescentou, salientando as "excelentes relações de confiança" com instituições financeiras internacionais, como o BAD, BADEA, BEI e países como Portugal, Coreia do Sul, Brasil, China, Japão e Austrália.

Em relação à questão da sustentabilidade da dívida, José Maria Neves desdramatizou-a, salientando que a confiança que os parceiros internacionais têm em relação a Cabo Verde é uma vantagem adicional.

JSD.

Lusa/Fim


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