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Inocêncio ganhou numa diáspora abstencionista

22 de Agosto de 2011, 02:19

Cidade da Praia, 22 ago (Lusa) -- O candidato derrotado nas presidenciais de domingo em Cabo Verde voltou, tal como na primeira volta, a vencer na diáspora, ao recolher 54,2 por cento dos votos de uma votação que, fora do arquipélago, atingiu os 63,3 por cento de abstenção.

Manuel Inocêncio Sousa venceu nos círculos de África, com 66,77 por cento, e das Américas, com 58,47 por cento (faltam apurar os votos de duas mesas), vitória, porém, insuficiente para inverter os resultados finais globais.

Em África a abstenção foi de 45,1 por cento e nas Américas de 45,9 por cento

Jorge Carlos Fonseca acabou por ganhar na Europa, com 53,22 por cento dos votos, numa votação em que a taxa de participação foi a mais baixa das eleições: 27,4 por cento.

A taxa de participação mais baixa ocorreu em Portugal, onde votaram menos de 25 por cento dos eleitores, com Fonseca (53,22 por cento dos votos) a levar a melhor sobre Inocêncio.

Em São Tomé e Príncipe, embora não haja números oficiais, sabe-se que, Inocêncio ganhou em 26 das 27 assembleias de voto e, em Angola, apenas com resultados parciais, o candidato apoiado pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) liderava com 613 votos, contra 221 de Fonseca.

Nas 20 mesas em Angola, apenas tinham sido contados os resultados de sete, embora a Direção Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE) tenha já apresentado os resultados finais do continente africano, mas sem especificar por país.

Os resultados da diáspora representam, porém, apenas 7,4 por cento do total dos votos expressos.

Na segunda volta das presidenciais de domingo, Jorge Carlos Fonseca, candidato apoiado pelo maior partido de oposição, ganhou com 96.913 votos (55,13 por cento). Manuel Inocêncio Sousa, apoiado pelo partido no poder, reuniu 82.116 votos (45,87 por cento)

A abstenção no total foi de 40,3 por cento, mais de seis pontos abaixo da primeira volta.

Na segunda-feira, quatro mesas de voto encerradas no domingo devido ao mau tempo estão abertas para a votação de mais de seis centenas de eleitores, mas as suas preferências não vão alterar o resultado final, já reconhecido por ambos os candidatos.

JSD/CLI.

Lusa/Fim


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