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Economia africana vive um bom momento, defende Carlos Lopes (C/VÍDEO)

22 de Abril de 2011, 07:44

*** serviço áudio disponível em www.lusa.pt ***

Cidade da Praia, 22 abr (Lusa) -- O diretor executivo da UNITAR, Carlos Lopes, defendeu hoje que a economia africana vive "um bom momento", com previsões de crescimento entre os 05 e os 06 por cento.

Em Cabo Verde, para uma visita de seis dias, Carlos Lopes, também secretário-geral Adjunto da ONU, afirmou que é preciso ter em conta que, durante a crise 2008/2009, África foi a única região que cresceu 02 ou 03 por cento.

"Em 2008/09, foi a única região que cresceu e acho que há condições, e isto está confirmado nas projeções do FMI, de que a África retome a sua média de crescimento de 05 a 06 por cento. Os indicadores são muito bons, e muitas das análises atuais apontam para que a África seja vista como uma nova fronteira para o crescimento económico internacional. Há muito indicadores que apontam que a África está a  viver um bom momento", disse.

Sobre a crise que ainda afeta a Europa, Carlos Lopes defendeu que ela não deverá, porém, condicionar o crescimento em África, já que o motor de crescimento do continente africano deixou de ser a Europa, com a Ásia a configurar-se como o principal parceiro.

"Não, de uma maneira geral, não estará condicionada à crise que a Europa vive neste momento, porque a África há alguns anos deixou de depender do motor Europa. Tem muito mais a ver com a pujança da demanda internacional por matérias-primas, e nomeadamente proveniente da Ásia. O principal parceiro do continente é a China e mesmo o segundo, que são agora os EUA, dependem da África grandemente para o seu petróleo. Não vejo em termos de mega tendências a África a ser prejudicada por esta crise", defendeu.

Para o diretor executivo da UNITAR (Instituto das Nações Unidas para a Formação e Pesquisa), as possibilidades de crescimento em África deverão manter-se nos próximos tempos devido à crescente procura de matérias-primas.

"O crescimento económico vai manter-se, primeiro porque a sede de matérias-primas não vai diminuir, dado que a criação de classes médias gigantescas em países como Índia e China e/ou o alargamento da do Brasil são motores suficientes para continuar a aumentar a demanda por matérias primas. Não há como imaginar que os preços das matérias-primas baixem", explicou.

  Outros fatores apontados por Carlos Lopes para manter a "saúde financeira do continente africano" são os investimentos em novas tecnologias e a possibilidade de se aumentar a contribuição industrial do continente.

CLI.

Lusa/Fim 


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