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José Maria Veiga defende maior aproveitamento das potencialidades do Fogo

09 de Fevereiro de 2010, 00:10

São Filipe, 09 Fev (Inforpress) - A ilha do Fogo é a que tem maior índice de produtividade e há que apostar no aproveitamento das suas potencialidades para reduzir o índice de pobreza e a criação de emprego.

A afirmação é do ministro do Ambiente, Desenvolvimento Rural e Recursos Marinhos, José Maria Veiga, que, em entrevista à Inforpress, enalteceu o esforço do governo na mobilização da água através de construção de mais barragens em Cabo Verde.

Dada a própria orografia do Fogo, segundo o ministro, dificilmente serão construídas barragens na ilha, mas o governo promete mobilizar toda a água possível que desagua no mar.

“No quadro do próximo compacto do MCA, caso a ilha seja mais uma vez contemplada, queremos que seja dada prioridade a mobilização de água associada a um sistema de energia renovável (eólica ou solar) e a construção de um sistema de reservatórios a montante que permita levar água a todas as parcelas e transformar a ilha do Fogo”, disse José Maria Veiga.

Paralelamente a mobilização da água para agricultura, de acordo com o governante, torna-se indispensável equacionar a problemática do transporte, o desenvolvimento da fileira do mercado em que todo o produtor estará integrado na rede, contribuindo para que a ilha não só reduza substancialmente a pobreza mas crie o emprego.

A fileira de produção, segundo José Maria Veiga, pressupõe a construção do centro de embalagem e todo um sistema de conservação e transformação dos produtos e a montagem de uma rede de agricultores e produtores empreendedores, englobando também a questão dos transportes.

Quanto a questão da separação da gestão da água do consumo humano da água para agricultura, o ministro disse que o Conselho de Ministros deu “orientação clara” e, neste momento, está sendo realizado um estudo sobre a proposta da separação da água de consumo e da rega.

Dada a disparidade existente dentro de uma ilha e entre as ilhas, o governo abre a possibilidade de atribuir subsídio a nível das tarifas para permitir as empresas que entram no sector sejam viáveis.

A realização do estudo, que conta com o financiamento da Cooperação Luxemburguesa, vai apresentar os cenários e, neste quadro, o governo vai optar pelo cenário mais consensual como forma de garantir a gestão dos recursos hídricos de melhor forma possível.

Com relação a um projecto de vinha que deu entrada no ano passado no Ministério do Ambiente, José Maria Veiga disse que o programa é ambicioso e que não avançou ainda, por questões relacionadas com a disponibilidade de água.

Trata-se de um projecto que previa uma área de 150 hectares, seis vezes mais que o de Vinha de Maria Chaves, disse José Maria Veiga, anotando que, resolvendo o problema de água, o seu Ministério estará em condições de satisfazer este e outros pedidos que poderão surgir na área de viticultura e noutras áreas.

Conforme explicou o ministro, o executivo pretende apostar numa agricultura diferente do passado, através da introdução de inovações e especialização.

JR


Inforpress/Fim


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