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H.A.N: Ortotraumatologia precisa de aparelho de intensificação de imagens

08 de Fevereiro de 2010, 11:52

Cidade da Cidade da Praia, 08 Fev. (Inforpress) – O director dos Serviços de Ortotraumatologia, Fernando Almeida, considera que o maior problema do colectivo dos serviços que dirige é “a escassez de matérias para realizar operações”, concretamente “o aparelho de intensificação de imagens”.

Em entrevista à Inforpress, Almeida recorda que se trata de um problema que se vem arrastando desde há meses.

“Há praticamente um ano que, ainda na qualidade de chefe de serviço, alertei a direcção do hospital para o facto de virmos a ficar sem o aparelho de intensificação de imagens e ninguém fez nada até agora”, garante.

Para Fernando Almeida, este material é o de maior peso no dia-a-dia do trabalho e nas cirurgias de maior delicadeza. O aparelho, recorda, deixou de funcionar e o problema, agora, é a lista de espera para operar casos mais graves.

“Como solução para o caso, a equipa da Ortotraumatologia recomendou evacuações que podem ser tanto para o exterior, como para dentro do país, mais concretamente para São Vicente, onde existe um aparelho de intensificação de imagens”, disse.

Esse responsável afirma que doentes houve que permaneceram cerca de três meses na enfermaria, para só depois virem a ser evacuados.

“Imagine um doente com fractura esperando três meses para ser evacuado! Penso que quando chegam a Portugal ou são devolvidos ou acabam por ficar com deficiência física, devido a atraso na operação”, afiança.

Face a esse problema, a maior revolta do cirurgião em Ortotraumatologia tem a ver com a constituição da junta médica.

Lembra que existem normas da função pública que estipulam que qualquer doente para ser evacuado tem de ter a aprovação do colectivo da Junta Médica, mas, que quando a equipa de Ortotarumatologia toma uma decisão, segue-se uma avaliação por um cardiologista, oftalmologista, ou outros que não fazem parte da área e que acabam por reprovar a avaliação.

"Já é altura do Ministério repensar a constituição da Junta Médica”, sugere.

Referindo-se, ainda, ao sector de operação, mais concretamente ao bloco operatório, Fernando Almeida aponta dedo à questão da manutenção. Segundo diz, há um certo mal-estar em resultado da nem sempre boa climatização interna. É que, refere ainda,  com o passar das horas, durante uma operação, o médico é obrigado a conviver com suor que respinga sobre o paciente por deficiência no funcionamento do aparelho de ar condicionado.

Fernando Almeida entende, ainda, que o Hospital devia disponibilizar garrafas de água aos médicos, enquanto estiverem em consulta ou na enfermaria.

PC

Inforpress/Fim


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