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Educação Alimentar e Nutricional: Programa quer utilizar hortos escolares como ferramenta

13 de Abril de 2011, 15:31

Cidade da Praia, 13 Abr (inforpress) – O Programa das Nações Unidas, UNJP/CVI/042/UNJ – Apoio á Segurança Alimentar e Nutrição nas Escolas, apresentado hoje na Cidade da Praia, pretende utilizar os hortos escolares enquanto ferramenta educativa para educação alimentar e nutricional.

Este programa conta com o financiamento da cooperação luxemburguesa na ordem dos 500 mil contos, para apoiar durante quatro anos o Governo de Cabo Verde na implementação do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Segundo a coordenadora Ana Paula, o programa tem quatro áreas de intervenção, uma primeira ligada ao reforço da capacidade de intervenção da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (FICASE) de gerir o Programa Nacional de Alimentação Escolar, aprovado no ano passado pelo Governo.

Organizar e planificar a logística, o abastecimento das escolas em géneros alimentícios, formar os seus quadros, quer a nível central quer a nível local e dotar de mecanismos de seguimento para esta componente são outros dos objectivos desta vertente.

“Nas outras vertentes temos a diversificação da ementa escolar a partir da produção agrícola, tanto a vegetal como a animal, para abastecer os hortos escolares. Aí iremos trabalhar não somente a parte da produção mas também toda a cadeia”, explicou aquela coordenadora.

De igual modo, será trabalhado a parte das escolas, dotando-as de capacidade de receberem de forma adequada, armazenar e confeccionar as refeições para quando estas chegarem aos alunos não representem riscos para a saúde das crianças.

Segundo Ana Paula, a terceira componente pretende reforçar a utilização dos hortos escolares enquanto ferramenta educativa, para educação alimentar e nutricional, ambiental e sua utilização na animação de outras disciplinas que fazem parte do currículo escolar.

Aí irão ser feitos pilotos e também irá apoiar a FICASE a ter directrizes estratégicas para implementação, gestão, seguimento e avaliação desses hortos para fins educativos.

A última componente tem a ver com a educação alimentar e nutricional, não só para os alunos, para os professores, mas também para a comunidade onde a escola está inserida.

“A estratégia deste programa é partir daquilo que de bom existe e tentar reforçá-lo. Os aspectos menos positivos do programa deverão ser minimizados”, informa a fonte, segundo a qual leva-se sempre em consideração uma abordagem de sustentabilidade das intervenções que serão feitas no quadro desse programa.

Tentar sempre envolver os parceiros na promoção de uma plataforma de articulação e de coordenação que gire à volta da alimentação escolar, para racionalizar os recursos, que são poucos, e melhorar o impacto desse programa de alimentação escolar, junto dos alunos com impacto também junto das famílias são outros dos objectivos almejados.

ZS Inforpress/Fim   


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