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Ilha do Sal: Igreja do Nazareno ressentida com postura da Câmara Municipal.

30 de Março de 2011, 16:35

Espargos, Ilha do Sal, 30 Mar. (Inforpress) - A Igreja do Nazareno na Ilha do Sal, através do pastor Luís Monteiro, manifesta-se ressentida com a postura da Câmara Municipal em “não respeitar” a Igreja enquanto instituição.


Na base desse descontentamento está a demolição da Praça 19 de Setembro, situada nas proximidades da Igreja do Nazareno, sem qualquer aviso prévio, situação que, conforme o pastor Luís Monteiro, tem causado “sérios prejuízos” à igreja.

“Não tenho nada contra a requalificação das ruas dos Espargos, antes pelo contrário, os trabalhos da Câmara em vários domínios merecem os meus aplausos, mas a demolição da praça pública, um bem comum, foi extemporânea”, asseverou.

O evangélico esclarece que a destruição da Praça causou estranheza a muitos populares bem como à Igreja, na medida em que aconteceu no fim-de-semana, na ponta final do fim de ano e com todas as suas implicações.

“Não era tempo propício para fazer aquela intervenção. A instalação daquela tenda nas proximidades do átrio da igreja causou-nos muitos prejuízos”, referiu.

Luís Monteiro anota que tem sido prática desta Câmara Municipal, no “espírito de sã convivência”, comunicar aos munícipes quando pretende iniciar alguma intervenção pública e até pedir desculpas para eventuais constrangimentos.

No entanto, estranha o facto, face a tudo o que tem acontecido no centro desta cidade, com todos os constrangimentos à volta destas obras, que a Câmara Municipal não tenha, desta vez, tido o cuidado de comunicar a vizinhança circundante.

“Temos convivido com o barulho resultante destas obras, precisamente aos domingos na hora do culto. Estranhamos que a autoridade competente não tenha tido o cuidado de nos respeitar neste particular”, sentenciou o pastor Luís Monteiro. 

Para além disso, de acordo com o pastor, a igreja vê-se confrontada com outras dificuldades, na medida em que essas obras danificaram a pintura da igreja, feita há bem pouco tempo, e que custou mais de 200 mil escudos, as cadeiras novas, tipo sofá, cheias de pó, entre outras situações. 

“Estamos convivendo com os prejuízos. Não sei quem vai se responsabilizar. Apelo para um bom relacionamento entre as instituições e que no futuro não haja constrangimentos do género”, concluiu.

SC

Inforpress/Fim


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