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Guiné-Bissau: EUA emitem alerta de segurança após golpe militar

14 de Abril de 2012, 04:14

Washington, 14 Abr (Inforpress) – Os Estados Unidos emitiram na sexta-feira um alerta de segurança para a Guiné-Bissau após o golpe militar, desaconselhando viagens para o país e advertindo os norte-americanos que aí se encontram a “evitar o centro” da capital.

O Departamento de Estado norte-americano salientou em comunicado “ter informações sobre o registo de explosões e disparos de artilharia pesada na capital da Guiné-Bissau” e alertou para “a ameaça de violência contínua e o risco de um aumento da instabilidade política e agitação civil ou militar”.

Washington encoraja, assim, os “cidadãos norte-americanos a estarem atentos à evolução da situação de segurança” e a “avaliarem a mesma antes de se deslocarem” ao país.

Segundo o Governo dos EUA, o aeroporto da Guiné-Bissau estava encerrado na sexta-feira, não se sabendo quando poderá retomar as operações.

Washington condenou anteriormente o golpe militar na Guiné-Bissau e apelou à restauração do Governo legítimo do país.

Na quinta-feira à noite, um grupo de militares guineenses atacou a residência do primeiro-ministro e candidato presidencial, Carlos Gomes Júnior, e ocupou vários pontos estratégicos da capital da Guiné-Bissau.

A ação foi justificada na sexta-feira, em comunicado, por um autodenominado Comando Militar, cuja composição se desconhece, como visando defender as Forças Armadas de uma alegada agressão de militares angolanos, que teria sido autorizada pelos chefes do Estado interino e do Governo.

A mulher de Carlos Gomes Júnior disse na sexta-feira que ele foi levado por militares na noite do ataque e encontra-se em parte incerta, bem como o Presidente interino, Raimundo Pereira.

Os acontecimentos militares na Guiné-Bissau, que antecederam o início da campanha eleitoral das presidenciais de 29 de abril, mereceram a condenação da União Africana, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e de vários países, incluindo Portugal, que exortou os autores do “golpe militar” a libertar os políticos detidos.

Inforpress/Lusa


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