Cidade da Praia, 17 Ago (Inforpress) – O ministro do Ambiente Rural e Recursos Marinhos, José Maria Veiga, referiu-se hoje a dois grandes ganhos do primeiro pacote do MCA, concretamente às experiências a nível de produção e organização agrícola e a criação de infra-estruturas.
Numa entrevista à Inforpress, Veiga manifestou-se satisfeito com os resultados que esse primeiro pacote trouxe a Cabo Verde, o que, disse, permitiu o desencravamento das zonas agrícolas, garantindo que os objectivos traçados fossem conseguidos.
Segundo lembrou, esse pacote contemplou o montante de 110 milhões de dólares, 11 milhões dos quais foram destinados ao sector agrícola.
Foi possível capitalizar novos projectos, como a organização, produção e estratégia pós-colheita, como conservação, comercialização, e a integração e formação dos agricultores, disse. Igualmente, construíram-se infra-estruturas, sobretudo estradas e portos que permitiram o desencravamento de “grandes” zonas agrícolas, sustentou Veiga.
Destacou a construção das três bacias hidrográficas, incluindo-se trabalhos de extensão urbana, designadamente, nos Mosteiros, ilha do Fogo, Fajã,
Lembrou a “construção das estradas de Rincão, que desencravaram toda a bacia de Engenhos, a de Órgãos/Santa Cruz que desencravaram a bacia de Poilão e a de Santa Catarina/ São Miguel, que desencravaram a bacia de Flamengos e a própria reabilitação do Porto da Praia que permitirá a saída dos produtos agrícolas para as outras ilhas”.
Outros investimentos apontados neste âmbito foram a construção de reservatórios, a abertura de novas perspectivas a nível do empreendedorismo, com a entrada no mercado de novos empreendedores, e a existência de um fundo de micro créditos de 450 mil dólares para beneficiar os agricultores.
“Construímos o centro de tratamento de produtos de Santo Antão, no Porto Novo, um dos grandes investimentos que vai permitir a integração completa dos agricultores no processo, mas também a própria ilha que não exportava há mais de 20 anos”, assentou.
“Temos grandes projectos e montantes, mas temos que criar condições internas, sobretudo a nível técnico, reforço das delegações e de equipamentos de forma a permitir uma melhor preparação e execução dos projectos”, reforçou.
Neste sentido adiantou que no terreno uma equipa está a trabalhar as novas propostas que serão discutidas numa fase posterior.
AR
Inforpress/Fim

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