Cidade da Praia, 22 Fev (Inforpress) - A Caixa Económica de Cabo Verde (CECV) não vai aumentar por enquanto a taxa de juro dos empréstimos já contratualizados, garantiu hoje à Inforpress uma fonte daquela instituição bancária.
Esta garantia foi também dada pelo presidente do Conselho de Administração da CECV, Emanuel Miranda que confirmou esta decisão, “mas é apenas por agora”.
O presidente da CECV admitiu que a instituição que dirige vai acompanhar o evoluir da situação e que caso se justificar mais à frente pode vir a aumentar a taxa de juro sobre os contratos já efectuados.
“Neste momento as novas taxas de juro vão ser aplicadas só para créditos novos”, assegurou Emanuel Miranda.
Conforme disse, que os bancos têm toda a legitimidade de ajustar as taxas durante a vigência do contrato porque é uma prática generalizada em Cabo Verde.
Segundo Manuel Miranda normalmente todos os contratos trazem uma cláusula que permite aos bancos comerciais ajustar as taxas de juro durante a vigência do acordo.
Questionado sobre a cláusula que vem nos contratos em “letras pequenas” e também a falta de esclarecimentos por parte dos bancos da possibilidade do aumento da taxa de juro, o gestor afirmou que “com a Caixa isso não acontece porque todas as letras do acordo têm a mesma visibilidade”.
No entanto, defendeu que “os bancos devem trabalhar no sentido de esclarecer devidamente e cabalmente aos clientes sobre o teor dos contratos”.
Emanuel Miranda alertou que “caso o cliente não tenha sido esclarecido devidamente, ele deverá exigir aos bancos total esclarecimento de todas as cláusulas, porque uma vez assinado o contrato, o banco tem total legitimidade de fazer o uso das cláusulas do acordo”.
O BCV decidiu aumentar o coeficiente das disponibilidades mínimas de caixa, correspondente à percentagem de depósitos que os bancos comerciais são obrigados a deter junto do Banco Central, em dois pontos percentuais, passando de 16 para 18 por cento.
Já a taxa directora em 150 pontos base que, segundo o BCV, equivale à taxa de juro praticada nos títulos de intervenção do Banco Central, passou de 4,25 para 5,75 por cento.
Deste modo, a taxa de juro cobrada pelo BCV aos bancos comerciais pelos empréstimos overnight (Facilidade Permanente de Cedência) passa a ser de 8.75 por cento e a taxa utilizada quando fazem aplicações overnight junto do BCV (facilidade permanente de absorção) ficará fixa nos 3,25 por cento.
Estas medidas deveriam entrar em vigor a partir de 1 de Janeiro de 2012.
JL
Inforpress/Fim

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