Zenha di Nha Reinalda regressa aos grandes palcos, após ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica, no final de 2007. Na altura, Zeca afirmou aos repórteres “estou a lutar pela vida” e o país temeu pela saúde daquela que é considerada a melhor voz de sempre do funaná, num momento em que relançava a sua carreira. A voz dorida de “Fomi 47”, estava trémula, fraca e embargada, mas não soçobrou.
Agora, mais de 4 meses depois, o público do Gamboa prepara-se para se render, uma vez mais, aos momentos de magia e emoção que se habituou a ver nos espectáculos de Zeca di Nha Reinalda.
Uma carreira que teve início nos finais da década de 70, no conjunto “Opus 7”, antes de se juntar a Katchás, em 1978, nos Bulimundo, que haveria de “electrizar” o funaná e revolucionar para sempre a música de Cabo Verde. Juntamente com o irmão Zézé di Nha Reinalda grava dois dos álbuns mais marcantes da sua carreira, “N ‘ ca por Si” e “Konbersu Tristi Korbu nha Xintidu”.
Em 1985, juntamente com ex-elementos dos Bulimundo e músicos como o baixista Paló funda o grupo “Finason” e retoma os palcos das ilhas e da diáspora, gravando sucessos e clássicos como “Doutorado”, “Horizonte”, “Farol”, “Quel ki ta da ta da”. Após 1994, inicia uma carreira a solo, gravando os CD “Rapsódia di Funaná” (1995), “”Na Urna” (1996), “ Vinti Ano Depôs” (1998), “Camponês” (2001), “Dia a Dia” (2004) e “Caminho” (2007), este último uma produção da Lusáfrica, de José da Silva.
Depois, haverá ainda o grupo Harmonia (23h20 - 0h50); Kino, Beto e Chand (01h10-02h55); Tribute 2(03h15-04h45), fechando com os Bulimundo (05h05-06h05)
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