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Comunidades rurais incentivam emigrantes a investirem no interior do município do Porto Novo

14 de Novembro de 2017, 15:16

Comunidades do interior do Porto Novo, em Santo Antão, têm estado a incentivar os emigrantes porto-novenses a investirem no interior deste município, como forma de valorizar essa parcela do território municipal, de “enorme potencial” turístico e agrícola.



É o caso de Martiene, um dos vales agrícolas mais importantes deste concelho e muito visitado por turistas, cujos moradores têm incitado os emigrantes, que têm laços com essa zona, a investirem no local, para, também, “ajudarem a economia local”.

“Basta construir uma pequena residência de férias, preservar as que já existem ou recuperar as casas degradadas que pertencem à família”, apelou Cirilo Fortes, para quem Martiene apresenta “excelentes condições” para se investir.

“Porquê construir noutras paragens se a nossa zona é o melhor que temos?”, questiona esse morador, um dos principais entusiastas da iniciativa de estimular “os filhos de Martiene, dentro e fora” de Cabo Verde para olharem para essa localidade.

Também, em Chã de Branquinho, a associação comunitária tem estado a estimular os emigrantes a realizarem os seus projetos nessa localidade, também agrícola e turística.

Neste caso, existe todo o interesse dos emigrantes naturais dessa zona em investir em Chã de Branquinho, mas as dificuldades de acesso têm condicionado essa vontade, conforme o dirigente comunitário, Humberto Monteiro, que voltou a pediu a construção da estrada de acesso à localidade.

“Em Chã de Branquinho, a falta de uma estrada tem sido o principal fator que tem impedido os investimentos dos emigrantes na sua própria localidade, porque a vontade existe”, avançou.

Além de construção de casas, os emigrantes desejam, igualmente, investir na agricultura nessa localidade, com grandes potencialidades nesse domínio.

No Planalto Norte, há, também, emigrantes interessados em promover investimentos, sobretudo turísticos, nessa zona, mas, além de dificuldades de acesso, há ainda o problema de água.

“Não podemos pensar no turismo no Planalto Norte sem resolver o problema de estrada e de água”, avançou Fidel Neves, dirigente local, também ele operador turístico.

Aliás, um emigrante natural dessa zona, onde fica o Tope de Coroa, uma das principais atrações turísticas de Santo Antão, terá iniciado um projeto no domínio do turismo nessa zona (uma residência), cujas obras foram suspensas dadas as dificuldades de acesso, de água e de energia elétrica.

Porém, nos principais centros populacionais, como Ribeira das Patas, Alto Mira, Ribeira da Cruz e Tarrafal de Monte Trigo, os emigrantes têm estado a investir, sobretudo, a nível de construção civil (construção de residências), valorizando essas povoações que, também, tem suscitado interesse de investidores estrangeiros.

É o caso do Tarrafal de Monte Trigo e Ribeira das Patas, onde já existem investimentos turísticos (construção de residenciais) realizados por empresários europeus.

A edilidade porto-novense, no quadro das ações de promoção do concelho como destino turístico e de investimentos, tem procurado estimular os emigrantes a investirem nas suas localidades e a servirem de porta-vozes junto de potenciais investidores nos pauses de acolhimento.

Os investimentos dos emigrantes no município do Porto Novo, que tem incidido, sobretudo, nos domínios de construção civil e turístico estão centrados mais na cidade, onde já existem alguns restaurantes e residenciais construídos pelos “patrícios” lá fora.


SAPO c\ Inforpress

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