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Ministro do Ambiente: Governo passa a dar maior atenção à limpeza das florestas para evitar incêndios

14 de Novembro de 2017, 10:10

O ministro da Agricultura e Ambiente disse ontem, 13, que o Governo vai dar uma atenção especial à limpeza das florestas, a fim de evitar incêndios, porque sem chuva significa que existe maior quantidade de material nas matas.

“Estamos a vivenciar uma das nossas piores secas das últimas décadas”, evidenciou Gilberto Silva, acrescentando que há que “acelerar todo o processo de limpeza, sobretudo na floresta do Monte Velha, na ilha do Fogo”.

O governante fez estas considerações na abertura da primeira reunião do Comité de Pilotagem do Projeto “Reforço da capacidade de adaptação e resiliência do setor florestal em Cabo Verde”, que se realizou hoje na Cidade da Praia.

“Este projeto é muito importante para o setor florestal em Cabo Verde, sobretudo para a gestão do ambiente”, considerou o ministro, para quem um dos “maiores desafios” do país nos próximos tempos é a implementação de um sistema de resiliência face às mudanças climáticas que, também, têm afetado o arquipélago.

Segundo ele, a limpeza das florestas vai reduzir os riscos dos incêndios que em todos os países aumentam em anos de seca.

Citou exemplos de Portugal, Espanha, Grécia e Califórnia (Estados Unidos da América) que têm sido fustigados pelos incêndios florestas, quando chove pouco.

Para Gilberto Silva, Cabo Verde não consegue controlar o oxigénio e o calor que estão nas florestas, mas pode conter o material combustível.

A limpeza das florestas, de acordo com o ministro, teria “impacto muito grande” na criação de postos de trabalho para as famílias agrícolas que, nesta altura, precisam de ter emprego e algum rendimento.

Além das florestas, a construção de estradas de penetração é, também, uma outra forma que o Governo elegeu para garantir empregos às populações afetadas pela falta de chuva.

“As estradas de penetração também beneficiam consideravelmente o setor agrário e contribuem para o maior sistema de resiliência de que o país precisa”, indicou o responsável pelo departamento governamental da Agricultura e Ambiente.

Este primeiro encontro contou com participação de representantes da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e da União Europeia (U E), além de ministérios como o das Infraestruturas, Finanças, Agricultura e Ambiente, Associação Nacional dos Municípios e Plataforma das Organizações Não Governamentais de Cabo Verde.

SAPO c/ Inforpress

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