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Orlando Dias apela Governo e cidadãos a apoiarem comunidade cabo-verdiana em dificuldade em São Tomé e Príncipe

13 de Novembro de 2017, 16:35

O deputado Orlando Dias lançou hoje um alerta ao Governo para a situação de “extrema pobreza” em que vive a comunidade cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe, sobretudo os idosos, crianças e doentes que carecem “urgentemente” de solidariedade.



O deputado nacional pelo círculo da diáspora africana, fez esse alerta em comunicado de imprensa a partir de São Tomé e Príncipe (STP) onde se encontra de visita, lançando ao Governo o que ele apelidou de “grito de Ipiranga”, assim como aos conterrâneos na América e Europa, que são “bem-sucedidos”, e às Nações Unidas.

No seu entender, as Nações Unidas têm “obrigação ético-moral” de atribuir à comunidade cabo-verdiana em STP o estatuto de “refugiado da fome, da estiagem e da miséria” que fustigaram Cabo Verde, entre os anos 20 e 70, do século XX.

“Peço, encarecidamente, ao Governo de Cabo Verde e a nossa diáspora nos Estados Unidos da América e na Europa que deem uma atenção especial e prioritária à comunidade cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe, considerando que esses nossos irmãos foram obrigados a refugiarem-se da fome, da seca e da miséria que assolaram o nosso país, entre as décadas de 20, a 70, do século passado” lê-se no comunicado.

Orlando Dias explicou que os cabo-verdianos contratados para as roças de STP foram “muito afetados” pelo trabalho forçado e “escravidão” do colonialismo português, estão hoje “profundamente”, atingidos pela sequela da pobreza, alcoolismo e outras doenças, assim como pela “extrema dificuldade” económico-financeira, social e habitacional.

Neste sentido, o deputado do Movimento para a Democracia (MpD-no poder) sugeriu que os conterrâneos da diáspora ajudassem com vestuários, géneros alimentícios e financeiramente, através das associações cabo-verdianas, quer nos Estados Unidos da América (EUA), Europa ou São Tomé”.

Porém, Dias garantiu que vai levar uma proposta ao Governo no sentido de atualizar de dois mil escudos trimestrais, para quatro mil escudos mensais, a pensão social que os cerca de mil idosos cabo-verdianos em STP recebem do Estado cabo-verdiano.

Entretanto, o deputado lembrou da “forte aposta” do Executivo de Ulisses Correia e Silva na formação de jovens, na promoção e desenvolvimento de políticas de incentivos a microcréditos e investimentos nos setores da agricultura, pecuária, pescas e turismo, sem esquecer a ligação aérea e marítima entre STP e Cabo Verde.

SAPO c/ Inforpress

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