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Governo diz que há mais de 170 mil cabo-verdianos na pobreza, mas está determinado em mitigar a situação

10 de Novembro de 2017, 17:05

 O Governo manifestou-se determinado em trabalhar para mitigar a pobreza no país, onde, segundo indicou, ainda vivem mais de 170 mil cabo-verdianos nestas condições enquanto outros 50 mil em pobreza absoluta.


O repto foi lançado pelo ministro das Finanças, Olavo Correia, no final de uma visita de três dias à ilha do Sal para participar no Seminário do Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank), tendo aproveitado também a ocasião para fazer a apresentação do Plano Estratégico do Desenvolvimento Sustentável (PEDS 2017-2021), à classe empresarial local.

“Cabo Verde tem 35 por cento da sua população na pobreza. Só estes dados devem significar uma enorme responsabilidade para quem tem poder de mudar o quadro de vida desses cabo-verdianos e construir um país melhor”, ponderou o titular da pasta das Finanças.

O governante refere, entretanto, que esta realidade é mais preocupante no mundo rural do que no urbano, sobretudo este ano que o país enfrenta um período de seca abrangente a todas as ilhas do arquipélago.

“Isso representa um enorme desafio do ponto de vista da Administração do Estado para acudir as populações pobres que vivem no mundo rural e que hoje são confrontados com um desafio enorme que tem a ver com a seca”, disse.

Perante o cenário, fazendo fé que Cabo Verde poderá reduzir o seu índice de pobreza, Olavo Correia afiança que o Governo está determinado a trabalhar para que assim seja. “Temos todas as condições para que isso aconteça. Depende de nós, de uma visão conjunta, partilhada.

O que nós queremos é servir o nosso país para que todos tenham uma vida decente e possam viver melhor em cada parte do país e também na diáspora”, frisou. Instado, todavia, de que jeito será possível debelar a situação, Olavo Correia explica que o Governo está a trabalhar “visando um turismo inclusivo”, apoiando, desde logo, as micro, pequenas e médias empresas, a montante e a jusante para o setor.

“Estamos a criar novos mecanismos de financiamento, o apoio empresarial ao nível do “coutching” (formação) para que os cabo-verdianos possam também assumir um papel cada vez mais crescente”, sublinhou, referindo que é “importante” continuar a atrair investimentos estrangeiros, mas também, essencial, uma classe empresarial endógena, forte, capaz e competitiva.

Segundo o titular da pasta das Finanças o Estado “está” a criar essas condições ao mesmo tempo a investir em matéria de requalificação urbana, habitação social, entre outros setores.

“Criar as condições para que o turismo seja inclusivo e todos possam participar nesse processo. E, não seja apenas um fenómeno que afete alguns e não a todos, ao nível da ilha ou do país. Penso que é um enorme desafio que temos pela frente, mas que saberemos vencê-lo”, enfatizou.

SAPO c/ Inforpress

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