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Governo: Empréstimo de 13,5 ME é para indemnizar trabalhadores da TACV

13 de Outubro de 2017, 13:25

O Governo cabo-verdiano esclareceu hoje que o empréstimo de 13,5 milhões de euros que será contraído junto do Banco Negócios Internacional Europa será para indemnizar os trabalhadores da companhia aérea TACV.


"No âmbito do processo de reestruturação dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), visando a sua privatização, o Governo acaba de mobilizar junto do BNI Europa 13,5 milhões de euros para a indemnização dos trabalhadores dos TACV", informou o Governo em comunicado.

O executivo avançou que, ao mesmo tempo, seguem negociações com o Banco Mundial para a disponibilização de fundos, que deverão estar disponíveis no primeiro trimestre de 2018, para liquidar este financiamento junto do BNI Europa.

O Governo avançou as informações um dia após ter anunciado, no Boletim Oficial, que autorizou, através de um aval do Estado, a TACV a contrair um empréstimo de 13,5 milhões de euros para fazer face à "situação económico-financeira desfavorável" que a empresa atravessa.

Em julho, tinha já autorizado a TACV a contrair um outro empréstimo bancário de 1,7 milhões de euros junto do Banco Privado Internacional (BPI).

A reestruturação da TACV - com fim das operações domésticas e intenção de privatizar o negócio internacional - levou os trabalhadores da empresa a realizarem uma manifestação na cidade da Praia para exigir informação quanto a despedimentos e indemnizações.

O presidente do Conselho de Administração, José Luís Sá Nogueira, disse que a reestruturação vai implicar o despedimento de cerca de 260 pessoas, o equivalente a cerca de metade dos trabalhadores da empresa.

Apesar de salientar a necessidade de reduzir os custos e de procurar uma solução para as dívidas, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, garantiu que todos os direitos dos trabalhadores serão salvaguardados com a reestruturação da transportadora aérea.

O Governo já avançou também que está a preparar uma linha de crédito e um fundo para ajudar os trabalhadores com maiores dificuldades a reintegrar no mercado de trabalho.

Na reestruturação com vista à sua privatização, o Governo assinou com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão da empresa pelo período de um ano.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a empresa assegura agora apenas as ligações internacionais depois de o Governo ter negociado com a Binter Cabo Verde o exclusivo das ligações no mercado doméstico, empresa na qual entrou com 49% do capital.

A TACV tem ligações aéreas regulares para a Europa, Brasil e Estados Unidos, mas durante o verão a empresa foi forçada a cancelar a quase totalidade dos voos devido a uma avaria no seu único avião, tendo que recorrer a outras companhias para reencaminhar os passageiros.

O presidente do Conselho de Administração da empresa adiantou que os prejuízos provocados pela avaria do aparelho ascendiam a dois milhões de euros.

Lusa

 


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