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Porto Novo: Quase um ano após reabertura fábrica de queijo recupera dinâmica no mercado nacional, garante administração

10 de Outubro de 2017, 13:35

A fábrica de queijo do Porto Novo, que reabriu as portas há dez meses, está a recuperar a dinâmica no mercado nacional, incidindo, até agora, em Santo Antão, São Vicente e no Sal e chegará, em breve, a Santiago.

A fábrica, também conhecida como centro agroalimentar, esteve encerrada durante três anos (entre 2013 e 2016), por dificuldades financeiras, mas, segundo a nova administração, tem procurado reconquistar o mercado nacional, acreditando que o volume de negócios deve aumentar neste último trimestre de 2017.

Essa unidade fabril, adquirida, em 2016, ao Estado de Cabo Verde, pelos empresários João Santos e Pedro Santos, naturais da Ribeira das Patas, interior do Porto Novo, produz queijos (frescos e curados), requeijão e charcutarias (derivados frescos e fumado).

Além do mercado nacional, este centro agroalimentar pensa, também, chegar à diáspora cabo-verdiana no mundo, com os chamados “produtos de saudade”.

Diariamente, são transformados, nesta fábrica, 700 litros de leite, que resulta na produção de mais de 300 queijos e trabalhado três porcos.

A fábrica de queijo, instalada, em 1998, no bairro de Chã de Camoca, em pleno centro da cidade do Porto Novo, surgiu no quadro do projeto de desenvolvimento caprino do Porto Novo, financiado pela cooperação luxemburguesa.

O Governo acredita que a privatização da fábrica tem contribuído para “alavancar” o sector pecuário neste concelho, graças aos investimentos feitos pelos novos proprietários.

Enquanto isso, os moradores nos bairros de Chã Camoca e Branquinho, na cidade do Porto Novo, onde fica a fábrica, dizem-se afetados pelo fumo expelido pela chaminé dessa unidade industrial e clamam por uma solução.

A direção dessa fábrica aumentou a chaminé, mas, mesmo assim, as pessoas continuam a reclamar dos transtornos, sobretudo a nível de saúde, que o fumo tem criado.


SAPO c\ Inforpress

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