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Santa Catarina: Ex-trabalhadores do SAAS sem salários há dois meses ameaçam levar edilidade a outras instâncias

13 de Setembro de 2017, 17:30

Os trabalhadores do ex-Serviço Autónomo de Água e Saneamento (SAAS), na situação de pré-reforma no concelho de Santa Catarina, reclamam o pagamento de dois meses de salários em atraso por parte da edilidade e ameaçam leva-la a outras instâncias.

A denúncia foi feita hoje à imprensa por Arnaldo Cardoso, dirigente do STAPS (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública de Santiago), acompanhado dos trabalhadores que se concentraram à frente dos Paços do Concelho de Santa Catarina, interior de Santiago.

No dizer deste sindicalista, apesar de muitas insistências a situação não foi resolvida até agora, mesmo depois de o edil ter prometido o pagamento desde o dia 01 do corrente.

Arnaldo Cardoso fez saber que é da responsabilidade da autarquia o pagamento dos salários desses trabalhadores até a conclusão do processo para a reforma, acrescentando que caso a situação não seja resolvida, vão levar a mesma a outras instituições de trabalho, para fazer valer os direitos e o cumprimento da lei.

Além do não pagamento do salário, denunciou o incumprimento por parte da edilidade com o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) desde junho de 2016, uma situação que tem deixado estes trabalhadores sem cobertura médica e medicamentosa, principalmente aos que têm problemas de saúde e que necessitam constantemente de medicamentos.

O sindicalista informou ainda que a edilidade tem uma dívida com o STAPS de mais de um ano relativamente à quota dos trabalhadores que fazem descontos, pedindo que a mesma seja regularizada.

O STAPS quer resolução das reivindicações de todos os trabalhadores de forma colectiva e não individual, como alguns elementos da câmara têm feito, isto porque, há direitos iguais, reivindicou a mesma fonte.

Por seu lado, Pedro Martins um dos trabalhadores lesados, lamentou a situação, tendo em conta que todos são pais e responsáveis pelo sustento familiar, pagamento de renda e outros compromissos que dependem deste salário.

Este trabalhador e os demais prometem lutar até que a situação seja resolvida, por ser uma situação recorrente.

Com o arranque do ano letivo, disseram que, devido a esta situação, ainda não compraram materiais escolares para os filhos que vão às aulas na próxima segunda-feira,18. Já os trabalhadores com problemas de saúde, pedem resolução imediata, porque sem os medicamentos sofrem consequências.

Em reação, o presidente da Câmara Municipal de Santa Catarina, Alberto Alves, reafirmou que a situação da maioria dos trabalhadores do ex-SAAS já foi resolvida, sendo que a maioria foi absorvida pela empresa Águas de Santiago (AdS) e outros tiveram direito à indemnização cujo processo está concluído.

Relativamente ao grupo de trabalhadores que vão para a reforma, reconheceu o salário em atraso dos meses de julho e agosto, uma situação que, promete, vai ser resolvida esta sexta-feira com o pagamento do salário do mês de Julho e até final deste mês será pago o referente a agosto. Já o salário de Setembro será pago em Outubro.

O processo de reforma, informou, já está na Administração Pública e está a seguir os trâmites, acreditando que a “breve trecho” todo o problema vai estar resolvido.

O autarca justificou o atraso devido a outros compromissos da edilidade, indicando que relativamente à acusação do sindicato de não pagamento do INPS e quota sindical, a parte financeira tem dado sempre atenção à questão e que se houver atraso vai ser resolvido.

 

SAPO c/Inforpress


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