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Governo: Orçamento do Estado para 2018 estimado em 57 milhões contos

13 de Setembro de 2017, 11:13

O Orçamento do Estado (OE) para 2018 vai ser de 57 milhões de contos, informou o primeiro-ministro que hoje esteve na Presidência da República a socializar as linhas gerais da proposta com o chefe de Estado.



Num encontro que durou mais de duas horas, Ulisses Correia e Silva, que esteve acompanhado do ministro das Finanças, Olavo Correia, apresentou também a Jorge Carlos Fonseca a proposta de Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS).

Um plano que, conforme adiantou, está alinhado com os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas e que será objeto de um “grande debate nacional” nos próximos temos.

No que concerne ao OE-2018, Ulisses Correia e Silva indicou que o objetivo do Governo é de fazer com que Cabo Verde tenha um “crescimento económico mais acelerado, mais robusto, inclusivo” e atingindo as diversas ilhas “criando perspetiva de emprego”.

Para tal, indicou, vai trabalhar para garantir a inserção da economia nacional na economia mundial e valorizar elementos de confiança, estabilidade económica, estabilidade social e localização geoestratégica.

“São com esses ativos de Cabo Verde que nós queremos de facto fazer com que possamos ter um papel relevante na economia do atlântico médio e possamos adaptar a nossa economia interna para de facto, termos maior competitividade e atrair mais investimentos quer privado externo, quer privado nacional e resolver o grande problema com que Cabo Verde se defronta nomeadamente os jovens que é a problemática do desemprego” disse.

Em agosto, o ministro das Finanças afirmara que o OE-2018 vai ser de rutura, que vai contribuir significativamente para a concretização das ambições deste Governo.

Segundo o governante, perspetiva-se “uma solução definitiva” para os transportes marítimos em Cabo Verde e viabilização do conceito de “hub” nos transportes aéreos.

Investimentos em infraestruturas e particularmente no capital humano vão ser realizados com aposta grande na melhoria da qualidade de vida das populações.

Igualmente perspetiva-se a consolidação dos fundamentais macroeconómicos, atacando de frente o desafio do sobre-endividamento público, melhorar o clima de investimentos, diversificando a economia, promovendo o setor privado e atraindo o investimento nacional, da diáspora e o investimento direto estrangeiro.

A promoção da inclusão social e o combate ao assistencialismo através de um quadro regulamentado, com critérios claros de acessos aos programas com evidência na vida das pessoas em situação de vulnerabilidade e de pobreza são outros propósitos do Governo.

Segundo Olavo Correia, o Governo está a trabalhar para atingir em 2018 um crescimento do PIB na ordem dos 5 e 5,5%.

SAPO c/ Inforpress

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