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Governo do Quénia nega que haja manifestações e mortos no país

12 de Agosto de 2017, 12:39

O Governo do Quénia negou hoje que haja manifestações e vítimas mortais em diferentes pontos do país, assegurando que foram registados unicamente incidentes violentos “isolados” provocados por criminosos, que receberam uma resposta “apropriada” da polícia.

O ministro do Interior em funções, Fred Matiang’i, assegurou numa conferência de imprensa que tudo são “rumores e mentiras” e reiterou que o país é “seguro”.

Alguns dos principais bairros de Nairobi e importantes cidades, como Kisumu, vivem desde a noite de sexta-feira violentos protestos contra a reeleição do Presidente, Uhuru Kenyyata, tendo sido mortas pelo menos quatro pessoas a tiro.

A este respeito, Fred Matiang’i disse não ter conhecimento de vítimas mortais ou de agentes que tenham disparado contra os manifestantes, já que na sua opinião não houve e nem há sequer protestos.

Para o governante, estão a ocorrer incidentes isolados, como autocarros e casas em chamas ou a destruição de lojas e comércio, perpetrados por "criminosos oportunistas", mas não há protestos organizados.

"A polícia não usou força desproporcional. Quem diz isso está a mentir e a espalhar boatos", disse.

Nas palavras de Matiang'i, as pessoas gozam do direito de protestar, mas não é possível “permitir que os cidadãos infrinjam os direitos dos outros".

Os protestos violentos começaram depois de a comissão eleitoral ter anunciado oficialmente a vitória do Presidente, para um segundo mandato, a quem a oposição acusou de fraude nas eleições.

A Conferência Episcopal do Quénia pediu também hoje à coligação opositora Super Aliança Nacional (NASA) que peça “calma e paz” aos seus apoiantes para pôr fim à violência que ocorre em diferentes pontos do país.

Os observadores eleitorais nacionais do Quénia asseguraram hoje que a sua contagem coincide com os dados fornecidos pela Comissão Eleitoral, que proclamou na sexta-feira a reeleição do Presidente, Uhuru Kenyatta.

Na violência pós-eleitoral de 2007, morreram pelo menos 1.100 pessoas e mais de 600 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas.

Na quinta-feira, os chefes das missões de observadores da União Europeia, União Africana e Commonwealth coincidiram em que as eleições de terça-feira no Quénia respeitaram as normas internacionais e apelaram para a calma até que termine a contagem dos votos.

Lusa


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