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OE/2018: Nível do crédito vencido e do crédito imobiliário são algumas das preocupações dos bancos comerciais

17 de Julho de 2017, 17:31

A questão do nível do crédito vencido, do crédito imobiliário, a dívida do Estado para com os bancos comerciais e as bonificações são, entre outras, as preocupações colocadas hoje pelos bancos comerciais na audiência com o ministro das Finanças.



No final do encontro com Olavo Correia, no âmbito das audições que o governante tem promovido em vista à recolha de subsídios para a elaboração do OE/2018, o representante da CECV, António Moreira disse que os presentes colocaram também a questão dos imóveis recebidos em pagamento, que é uma preocupação para a carteira dos bancos.

O representante da Caixa Económica de Cabo Verde (CECV) defendeu ainda a necessidade de haver “mais transparência para credibilizar” as políticas e os instrumentos do Estado.

“Há essa necessidade no sentido de o Estado assumir e pagar as suas dívidas”, frisou António Moreira, em declarações aos jornalistas.

A taxa diretora também foi discutida durante o encontro e chegou-se a conclusão de que há necessidade de se aprofundar a sua análise e afinar os instrumentos para que as medidas sejam mais eficazes, disse António Moreira, que reconheceu que neste momento “há uma clara falta de oportunidades” de financiamento por parte dos bancos.

“Há falta de projetos credíveis e bancáveis que possam absorver a liquidez e proporcionar melhor nível de rentabilidade”, afirmou o gestor bancário.

O economista disse também que as medidas anunciadas pelo BCV sobre a taxa diretora vão no sentido de acrescentar mais liquidez ao sistema, quando ainda os bancos comerciais não reúnem condições para absorver o nível de liquidez existente neste momento.

A permanência do diálogo entre a área financeira e da supervisão, a questão da fiscalidade associada aos bancos comerciais, são outras preocupações colocadas no encontro, informou o presidente do Banco Comercial do Atlântico (BCA), António José de Castro Guerra.

A discussão das formas que podem ajudar os bancos e equacionar as questões que são comuns a todos os bancos, nomeadamente o nível do crédito em incumprimento, a criação de um fundo de garantia de depósito que não penalize muito os bancos, em particular os maiores, foram também outras questões colocadas durante audiência.

Como dinamizar a Bolsa de Valores, nomeadamente nas emissões primárias e no mercado secundário e também como estimular mais o crédito, constam do rol das preocupações dos representantes dos bancos comerciais, informou António José de Castro Guerra.

SAPO c/ Inforpress
 

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