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INE:Taxa de variação homóloga do IPC de junho foi superior ao de maio em 1,4 pontos percentuais

17 de Julho de 2017, 14:47

A taxa de variação homóloga registada pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC) passou de 0,3% em maio para 1,7% em junho, valor superior em 1,4 pontos percentuais (p.p), informou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com os dados divulgados, o indicador de inflação subjacente, ou seja, o índice total excluindo energia e produtos alimentares não transformados, registou uma variação homóloga de 1,2%, taxa superior à do mês anterior em 0,4 p.p.

A taxa de variação homóloga do IPC, conforme a mesma fonte, reflete, sobretudo, a aceleração dos preços das classes das rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (+5,6%), do vestuário e calçado (+4,3%), da Saúde (+2,7%) e das bebidas alcoólicas e tabaco (+2,5%).

As classes dos bens e serviços diversos (+2,1%), do lazer, recreação e cultura (+2%) e do ensino (+1,9%) também registou a aceleração dos preços, enquanto a classe dos hotéis, restaurantes, cafés e similares (-0,1%) registou variação negativa, que foi “largamente suplantada” pelas contribuições positivas, resultando na variação homóloga positiva observada para o IPC total nacional.

Verificou-se que as classes das “rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis”, dos vestuários e calçado” e dos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas”, contribuíram com cerca de 75% para a formação da taxa de variação homóloga do IPC total nacional.

O mesmo documento mostra que a variação mensal do IPC foi 0,1% (0,2% no mês anterior e -1,3% em junho de 2016), valor inferior ao registado no mês anterior em 0,1 p.p, sendo que a variação média dos últimos 12 meses registou uma taxa de -0,5%, valor superior em 0,4 p.p. à registada no mês anterior.

As classes que mais contribuíram, positivamente, para a taxa de variação mensal foram as das bebidas alcoólicas e tabaco (+0,4%), dos hotéis, restaurantes, cafés e similares (+0,4%), dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (+0,3%), do lazer, recreação e cultura (+0,3%) e das rendas de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (+0,2%).

Esta contribuição foi data, ainda, pelas classes dos acessórios, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação (+0,2%) e dos bens e serviços diversos (+0,2%), mas por outro lado, as classes da saúde (-0,1%), do vestuário e calçado (-0,6%) e dos transportes (-0,9%), contribuíram com valores negativos “mais relevantes”.

Entretanto, as principais subidas de preços registadas pelo IPC foram na eletricidade, produtos hortícolas, abastecimento de água, serviços desportivos e recreativos, enquanto as principais descidas de preços ocorreram nos combustíveis líquidos, combustíveis e lubrificantes, gás, aparelhos e materiais terapêuticos e sua reparação.

A nível regional, registaram-se variação mensal positiva em São Vicente (0,2%) e Santiago (0,2%), e negativa em Santo Antão (-0,2%), sendo que em relação à variação homóloga, o índice de Santo Antão e de São Vicente foram inferiores à média nacional em 0,6 e 0,3 p.p., respetivamente, enquanto em Santiago o valor registado foi superior à média nacional em 0,3 p.p.

Em relação aos “agregados especiais”, constatou-se que relativamente ao IPC dos bens, houve um acréscimo da taxa de variação homóloga, isto é, passou de 0,5% em maio para 2,2% em junho, o mesmo acontecer no indicador dos serviços, em que observou-se um acréscimo da taxa de variação homóloga que passou de 0,1% em maio, para 0,3% em junho.

SAPO c/ Inforpress

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