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São Vicente: Funcionários e proprietários de roulotes manifestam-se exigindo soluções

19 de Maio de 2017, 16:03

Funcionários e proprietários de algumas das roulottes encerradas pela câmara municipal no passado dia 28 de Abril realizaram hoje uma manifestação pelas ruas da cidade do Mindelo, que culminou em frente aos Paços do Concelho.


Empunhando cartazes com frases exigindo o direito ao trabalho e o respeito pela dignidade humana, os manifestantes mostraram-se indignados com a autarquia e com o próprio presidente, Augusto Neves, que na altura da campanha eleitoral, segundo disseram, “esteve com a sua equipa consumindo e elogiando os produtos de algumas roulottes”.

Os manifestantes exigem da autarquia de São Vicente uma resposta perante a situação de desemprego e de perdas económicas a que ficaram sujeitas, uma vez que, volvidos um mês após o último encontro com o presidente, que prometera uma “solução rápida”, ainda dizem desconhecer o futuro.

Em declarações à Inforpress, a porta-voz dos manifestantes, Lidiane da Luz, avançou que estão impedidos de trabalhar e de ganhar o sustendo há quase dois meses e que não conseguem fazer nada porque, ajuntou, na própria secretaria da câmara foi afixado um aviso indicando que o assunto roulottes estava encerrado.

Neste momento, a maioria das roulottes em São Vicente não funciona porque a autarquia exige, para além de outras condições, como higiene e a localização, a recolha diária das mesmas após o horário de funcionamento.

Atualmente, segundo a mesma fonte, apenas dois proprietários conseguem trabalhar neste sistema, uma vez que, para a maioria que não dispõe de uma viatura para fazer a deslocação, representa um custo de aproximadamente 1500 escudos diários, valor não suportado pelo negócio.

Em reação ao protesto, a Câmara Municipal de São Vicente, através do vereador da área de Fiscalização, José Carlos da Luz, reconheceu o direito dos cidadãos, salvaguardado na constituição, mas avisa que a “autarquia não está a reboque de nenhuma manifestação”.

Sem dar a cara aos manifestantes, chamou a imprensa para dizer que neste momento a autarquia trabalha na reorganização e planificação da distribuição das roulottes e no novo mapeamento para que todos estejam em “boas condições” de operar.

José Carlos da Luz considerou que depois do encerramento das roulottes, por alegadas más condições de higiene, foi analisada a documentação e verificaram que cerca de 80 por cento (%) estavam a funcionar de forma irregular e que não tinham a necessária  licença.
 
 SAPO c\ Inforpress

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