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GAIS-CV comemora quarto aniversário e quer transformar-se em cooperativa de empreendedorismo social

05 de Maio de 2017, 17:45

O Gabinete de Apoio à Inclusão Social dos Cabo-Verdianos de Almada (GAIS-CV), projeto de empreendedorismo social, assinala hoje o seu quarto aniversário com um dia aberto, aproveitando para dialogar e mostrar aos parceiros as suas diversas ações.



Nesta ocasião em que assinala os quatro anos de vida, O GAIS-CV, de acordo com um dos seus principais mentores e coordenador, Ildo Rocha Fortes, vai passar por uma fase de transição para Cooperativa de Empreendedorismo Social, cujo lançamento oficial está previsto para julho deste ano.


De referir que este projeto de Cooperativa de Empreendedorismo Social foi apresentado em Maio do ano passado por altura da passagem do Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, por Portugal.


O projeto de cooperativa tem o apoio técnico nesse processo do CASES ( Cooperativa António Sérgio Economia Social).


Segundo o coordenador do GAIS, Ildo Rocha Fortes, um dos seus instrumentos mais relevantes é a Casa do Cidadão de Cabo Verde, criado no quadro da expansão dos diversos balcões espalhados pela diáspora.


Ildo Rocha fez saber que este serviço visa responder às necessidades da comunidade residente na Margem Sul do Tejo.


O coordenador do projeto indicou ainda que a comunidade conta, deste modo, com um serviço que permite a criação de condições de maior equidade social no acesso a direitos de participação cívica, facilitando a rápida obtenção de diversa documentação cabo-verdiana (certidões de nascimento, de óbito, de casamento, de perfilhação, registo criminal, NIF, entre outros).


O GAIS-CV é, no dizer de Ildo Rocha, também uma entidade mediadora entre os utentes e diversos serviços/instituições portuguesas (SEF, Departamento de Finanças, Segurança Social, Centro de Emprego, Centro de Saúde, Juntas de Freguesia, serviços municipais, etc.), sempre que necessário.


“Desta forma, pretendemos proporcionar a criação de condições mais favoráveis para uma integração de maior sucesso, o desenvolvimento sociocultural e a cidadania ativa”, sublinhou.


De acordo com Ildo Fortes, o GAIS é uma resposta social que visa disponibilizar de uma forma estruturada e contínua através dum serviço integrado e de proximidade.


“Em suma, pretendemos criar e aprimorar canais promotores duma melhor integração, tanto da comunidade cabo-verdiana, como de outros segmentos de cidadãos nacionais de países terceiros, que se dirijam aos nossos serviços situados na Cova da Piedade”, disse Ildo Rocha.


O coordenador do GAIS indicou ainda que o projeto foi implementado graças a uma parceria com a CRETCHEU, Associação Cabo-verdiana de Almada, uma organização sem fins lucrativos criada a 16 de julho de 1974.


A criação do GAIS-CV surge na sequência de uma “reflexão profunda” sobre a problemática da inserção e integração da comunidade imigrada mais antiga em Portugal.


Ildo Rocha regozijou-se com o facto de, segundo ele, as instituições cabo-verdianas e portuguesas depressa terem abraçado a ideia da criação do Gabinete e ao longo destes anos os resultados indicarem que essa resposta social tem sido muito importante na vida dos cabo-verdianos, tal como de outras comunidades imigradas.


SAPO c/Inforpress


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