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Historiadores e especialistas querem criar agenda da história sobre gestão da água em Cabo Verde

21 de Abril de 2017, 14:24

Historiadores e especialistas estão reunidos, na capital, numa jornada temática de reflexão sobre a “Questão fundiária e a gestão da água” com o intuito de lançar bases para a criação de uma agenda da história do país.

À imprensa, o historiador José Évora disse que o objetivo da jornada, promovida pelo Arquivo Histórido Nacional de Cabo Verde, é dedicar à gestão de recursos hídricos e reunir investigadores que se dedicam a estas questões.

“A ideia é juntar historiadores, engenheiros e especialistas no sentido de lançarmos as bases para a criação de uma agenda de pesquisas que articula a questão fundiária, a gestão da água e as dinâmicas sociais ao longo da história dessas ilhas”, explicou.

Segundo José Évora, a jornada serve como ponto de partida para a criação de uma linha de procuras sobre estas matérias, para que, num futuro próximo, Cabo Verde possa ter elementos que permitam conseguir “respostas prudentes”, de como a questão fundiária e gestão da água está hoje e como foi no passado.

“É um trabalho feito no quadro do programa para o ano em curso da direção de pesquisa do Arquivo Histórico, onde recolhemos subsídios e tiramos as recomendações”, disse, sublinhado que serão depois publicadas no sentido de divulgar a sociedade civil aquilo que a instituição vem fazendo sobre o assunto.

Questionado sobre o porquê de trazer estas questões à tona só agora, José Évora respondeu que este é o “momento oportuno”, uma vez que hoje em dia fala-se muito na questão da água e barragens, e segundo ele, a matéria fez “despoletar um interesse” em pensar o passado e a evolução do mesmo ao longo do tempo.

A professora e moderadora do tema “O processo da Reforma Agrária em Cabo Verde nos anos 80 do século XX: Inquietações de um doutoramento em curso”, Zenaida Delgado, fez saber que na pesquisa do trabalho final de mestrado está a fazer um estudo comparativo entre as ilhas de Santo Antão e Santiago por serem maiores e mais agrícolas do país.

“Estou a verificar o que há de diferente entre essas duas ilhas, para tentar procurar as semelhanças”, afirmou, ressaltando que uma delas é o facto de a lei ser extensiva a todo o país e implementado em todo o território nacional.

Presentes na jornada de reflexão estão investigadores, engenheiros, sociólogos e docentes e alunos universitários, entre outros.

SAPO c/ Inforpress

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