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Porto Novo: Agricultores com dificuldades na recuperação dos terrenos danificados em 2016

21 de Abril de 2017, 14:22

Agricultores de diferentes vales no Porto Novo, Santo Antão, que viram os seus terrenos danificados pelas cheias de setembro de 2016, estão em dificuldades para a recuperação das suas propriedades, insistindo, por isso, no apoio do Governo.

Situação mais difícil em Alto Mira e Ribeira dos Bodes, onde várias propriedades foram destruídas pela tempestade que se abateu sobre Santo Antão no ano passado, aguardando, até agora, os agricultores pelo prometido apoio do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), na recuperação desses terrenos.

Em Alto Mira, o representante dos agricultores, Jailson Neves, confirmou à Inforpress que, quase sete meses após as cheias, os lavradores continuam à espera do apoio prometido pelo MAA quanto à recuperação das propriedades agrícolas e das infraestruturas hidráulicas, nesse vale.

Apesar das dificuldades na recuperação dos terrenos, registou-se “alguma produção” a nível de horticultura em Alto Mira, graças aos esforços dos agricultores que “desesperaram” com a demora na chegada dos apoios.

Este responsável lembrou que há ainda, por recuperar, terrenos afetados pelo furacão Fred, em setembro de 2015.

Na Ribeira dos Bodes, a agricultura em Covoada ficou “seriamente afetada” devido aos avultados danos registados nos terrenos agrícolas, segundo os camponeses, que alegam “dificuldades” na recuperação das suas parcelas.

Segundo o presidente da Associação de Desenvolvimento de Ribeira dos Bodes, Jailson Monteiro, sem o apoio do Governo será muito complicado para essas famílias recuperarem as suas propriedades e retomarem a atividade agrícola em Covoada.

Na Ribeira das Patas, os agricultores em Carpinteiro desejam, também, o apoio do Governo na recuperação das captações e dos terrenos agrícolas, os quais têm vindo a ser afetados, aos longos dos anos, pelas cheias.

João Lima, representante dos agricultores, disse que os lavradores têm vindo a pedir a intervenção do Governo na recuperação dos terrenos e das nascentes, nessa zona que, também, sofreu com as cheias do ano transato.

Na sequência das cheias de setembro de 2016, o Governo adotou um programa de emergência, lançado em fevereiro, que visa repor as infraestruturas destruídas pelas inundações, num investimento a rondar os 320 mil contos.

No Porto Novo, o programa, que termina em outubro, contempla a execução de dois furos na Ribeira da Cruz, a recuperação da barragem subterrânea em Chã de Branquinho e outras infraestruturas hidro-agrícolas em Alto Mira, Tarrafal de Monte Trigo, Manuel Lopes, Tabuga e Lajedos, além da construção de quatro mil arretos.

SAPO c/ Inforpress

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