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MpD e PAICV continuam a divergir sobre situação da transportadora aérea de bandeira

12 de Abril de 2017, 10:21

 Os deputados do MpD (poder) disseram hoje que o Governo anterior não teve vontade política para resolver os problemas dos TACV, enquanto os do PAICV (oposição) defenderam que todos sabiam que a situação da companhia era complexa.


Os parlamentares fizeram estas declarações à imprensa no final da audição nesta terça-feira do ex-presidente do conselho de administração da transportadora aérea nacional, João Pereira Silva, na Comissão Especializada das Finanças e Orçamento do Parlamento.

Segundo João Duarte, que falou à imprensa em nome dos deputados do Movimento para a Democracia, o antigo PCA dos TACV, João Pereira Silva, “trouxe várias informações e ficou claro que o Governo anterior tinha conhecimento que a situação da empresa era degradante”. Para João Duarte, o executivo de José Maria Neves teve “todo o tempo para intervir na empresa (TACV)”, mas “não teve vontade política” para o fazer, deixando a este Governo 2a tarefa de resolver o problema”.

“Daí que solicitemos paciência aos trabalhadores dos TACV e, também, a todos os cabo-verdianos, dando tempo a este Governo para formatar a melhor solução para a empresa que é de bandeira e que representa muito bem o país”, precisou o eleito nas listas do MpD.

Por sua vez, Nuías Silva, eleito nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde entende que a audição do antigo gestor dos TACV e de outras, como do Pessoal Navegante de Cabine e Associação dos Pilotos, têm permitido até ao momento uma “clarificação das águas” sobre o processo TACV.

“A conclusão a que chegámos é que a TACV é de extrema mais-valia para Cabo Verde e para os cabo-verdianos”, precisou o deputado, acrescentando ser importante que a transportadora aérea de bandeira continue a voar nos céus de Cabo Verde e da diáspora.

“Todos sabiam que a situação dos TACV era um pouco complexa, mas que medidas vinham sendo tomadas no sentido de colocar a companhia nos eixos”, indicou Nuías Silva.
Segundo a mesma fonte, as audições da Associação dos Pilotos e do Pessoal Navegante de Cabine, a situação económica e financeira da companhia aérea nacional “vem degradando ainda mais, desde março de 2016”.

SAPO c/ Inforpress

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