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Santa Catarina: Polícia investiga em Achada Borges morte de um jovem, supostamente pela arma do pai

20 de Março de 2017, 19:57

Um jovem de 21 anos, vizinho da família que tem sido ameaçada de morte na localidade de Achada Borges, foi encontrado morto na manhã de hoje, e segundo informações da Polícia, supostamente, o disparado foi feito pela arma do pai.

Na sexta-feira, 17, a Inforpress retratou o caso de uma família da Localidade de Achada Borges, em Santa Catarina, cujos membros viveram na madrugada do dia 16, horas de terror, porque, pela terceira vez consecutiva, alguém tinha ateado fogo na sua residência.

Na noite de domingo, por volta das três horas da madrugada os membros desta mesma família que tem sido aterrorizada, sentiram o cão a ladrar e resolveram sair à rua para pedir auxílio aos vizinhos.

Disseram à Inforpress que se aperceberam da presença de alguns indivíduos ao redor da casa, mas não conseguiram identificar nenhum deles devido à escuridão.

Entretanto, respondendo ao pedido de socorro da jovem, Ineida da Silva e de suas irmãs, o malogrado, António Varela e o irmão mais novo, saíram à rua para tentar ajudar, mas uma vez passada a confusão somente o irmão da vítima é que regressou a casa.

Conforme o relato de familiares, de seguida, o pai da vítima, José Furtado Varela, saiu à rua e fez um disparo de boca bedjo (arma de fogo artesanal) com o intuito de intimidar eventuais bandidos, sem que se tenha apercebido se tinha ou não atingido alguém.

Entretanto, referem que por volta das 6 horas a vizinha de José Furtado Varela encontrou na varanda da sua casa, o corpo do jovem, já sem vida.

Segundo informações do comandante da Esquadra de Santa Catarina, Policárpio Fonseca, a Polícia recolheu no local dois invólucros de arma no chão e de seguida o pai da vítima, entregou na esquadra uma pistola boca bedjo, mas nega ter sido o autor do disparo que atingiu o filho.

Policárpio Fonseca, contou que o pai disse ter disparado somente um tiro e segundo informações dos vizinhos alguém respondeu com outro tiro.

"Um invólucro foi recolhido na rua da casa do pai da vítima, e mais um foi encontrado encravado na arma, o que partimos de princípio que José Varela não fez apenas um disparo. Ainda está por esclarecer se todos os três disparos foram feitos pelo pai da vítima", disse.

Entretanto, informou que o caso já está sob a alçada do Ministério Público e da Polícia Judiciária que já está no local para averiguar o acontecido.

Questionando se perante o caso da família de Domingos Silva, que por três vezes sofreu tentativas de homicídio, com fogo posto nas suas residências, se a Polícia não lhes vai garantir protecção, o comandante disse que a Polícia garante protecção a qualquer cidadão e que neste caso concreto têm feito rondas em viaturas nessa zona.

De acordo com o comandante, desde do primeiro incidente a Esquadra canalizou a queixa para o Ministério Público, e neste momento a Polícia já tem um mandado de busca à residência dos supostos indivíduos que atearam fogo à casa da família de Domingos Silva.

SAPO c/ Inforpress

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