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Reunião com AEECV | PM: Deve haver uma “atitude de compreensão” na Administração Pública

11 de Janeiro de 2017, 20:18

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, defendeu hoje a necessidade de haver uma “atitude de compreensão” na Administração Pública que de facto a atividade empresarial e os investimentos são “fundamentais” para o desenvolvimento do país.

O chefe do Governo fez estas declarações à imprensa à margem de encontro que teve com a Associação Empresarial Europeia em Cabo Verde (AEECV), onde os empresários colocaram vários problemas que dizem enfrentar, sobretudo ao nível das alfândegas.

Na sua opinião, é preciso compatibilizar as coisas para que Cabo Verde seja um país com uma “burocracia saudável”.

Segundo Correia e Silva, o seu Governo quer estabelecer um “bom quadro de diálogo”, não só com a AEECV, mas também com as Câmaras do Comércio, a Câmara do Turismo e Associação de Mulheres Empresárias.

Durante o encontro, alguns empresários disseram ter a impressão que alguns obstáculos que estão a enfrentar surgem com o propósito de se “obstaculizar” a governação de Ulisses Correia e Silva. Instado sobre que medidas propõe tomar com vista à remoção das referidas barreiras, o primeiro-ministro reiterou à necessidade de os servidores do Estado terem uma atitude focalizada no serviço público.

“Quando todos nós compreendermos que o foco deve ser posto no serviço público, independentemente das nossas opções político-partidárias, e que isto rende para a sociedade em termos de eficiência, em termos de produtividade e resultado para a sociedade, haverá uma atitude pro-activa e um compromisso muito forte de serviço público de qualidade”, realçou.

Por sua vez, o vice-presidente da AEECV, Damiã Pujol, assegurou à imprensa que os empresários saíram “satisfeitos” do encontro com o primeiro-ministro, em que estiveram também presentes o ministro das Finanças e Administração Pública, Olavo Correia, e o titular da pasta da Economia, José Gonçalves.

“Algumas medidas já foram tomadas, no sentido de beneficiar os empresários, nomeadamente em termos de transportes inter-ilhas”, sublinhou Damiã Pujol, acrescentando que este diálogo “franco e transparente” com o Governo “deve continuar” em ordem a serem eliminados alguns obstáculos, como por exemplo, alfandegários.

SAPO c/ Inforpress

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