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Comportamento de 'fuga precipitada' guia o fluxo de capitais

12 de Abril de 2014, 22:36

O capital global movimenta-se cada vez mais em "fuga precipitada" e é mais volátil, tornando mais difícil para as economias emergentes retê-lo, disse este sábado um alto funcionário do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Isto significa que os países que recebem este capital têm que trabalhar mais para mantê-lo, assinalou Tharman Shanmugaratnam, director do Comité Financeiro e Monetário Internacional do FMI.

Ao discursar no encerramento da reunião de primavera do FMI e Banco Mundial, Shanmugaratnam destacou a volatilidade crescente no fluxo de capitais como um dos principais desafios da economia global.

"Isto não será um fenómeno de curto prazo, será um desafio permanente", afirmou. "Em parte, reflecte uma mudança na estrutura das finanças globais: maior fluxo de capitais, com composição diferente e uma maior parte que foi controlada pelos fundos de bónus, fundos de investimentos ou fundos negociáveis no mercado", assinalou.

Esta composição também representa os interesses de investidores que "tendem a estar mais nervosos". "O que observamos é um comportamento maior de fuga precipitada nos mercados, no fluxo de capitais", acrescentou.

Isto significa reacções mais súbitas e frequentes diante de mudanças na percepção de riscos.

Tharman apontou que as economias emergentes, que sofreram quedas significativas no fluxo de capital externo no último anos, e as economias avançadas devem se proteger com reformas estruturais que dêem segurança aos investidores e ajudem a gerar empregos a longo prazo.

Estas reformas incluem "correcções nos balanços financeiros, nos sistemas bancários, incluindo na Europa, e a melhora no funcionamento do mercado de trabalho, para reduzir os níveis extraordinariamente altos de desemprego entre os jovens em várias partes do mundo".

AFP


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