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Crise: Troika está a perder a paciência com a Grécia

13 de Julho de 2012, 15:35

O ministro da Economia alemão, Philipp Rösler, afirmou esta sexta-feira que a paciência da troika em relação à Grécia tem limites e mostrou-se céptico no que se refere ao cumprimento do memorando de entendimento por parte de Atenas, escreve a edição online do Diário Económico.


"Tenho a impressão de que a paciência da troika está a acabar e, quanto à capacidade da Grécia para reformar a sua economia, estou céptico, pelo menos, depois da experiência que fizemos", disse Rösler, que é também vice-chanceler, à emissora pública de rádio Deutschlandfunk.

As declarações do político liberal surgem no mesmo dia em que o matutino alemão Rheinische Post noticiou que o Governo grego só cumpriu 90 dos 300 compromissos assumidos com a troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

A imprensa alemã diz também que a chanceler Angela Merkel considerou, em reunião com altos responsáveis da coligação de centro-direita, "totalmente inaceitável" a exigência do novo Governo de Atenas para prorrogar por dois anos o programa negociado com a troika para obter o último resgate de 130 mil milhões de euros.

Alexander Dobrindt, secretário-geral dos democratas cristãos da CSU, partido irmão da CDU de Merkel, foi mais longe, exigindo, em declarações ao Rheinische Post, a "rápida saída" da Grécia do euro.

"De dia para dia, torna-se mais claro que a Grécia só tem hipóteses se sair do euro", disse Dobrindt. O responsável da CSU propôs, no entanto, que Atenas se mantenha na União Europeia depois de renunciar à moeda única e que haja depois uma espécie de Plano Marshall europeu para reconstruir a economia helénica.

O Plano Marshall foi o programa dos Estados Unidos da América para promover a reconstrução dos países europeus após a II Guerra Mundial e deve o seu nome ao então Secretário de Estado norte-americano, George Marshall.

A terceira fase do plano da CSU contempla o regresso da Grécia ao euro, depois de sanear as suas finanças públicas.


@SAPO


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