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Lisboa/Seminário: Diplomacia económica e Câmara de Comércio à procura de investimentos para Cabo Verde

28 de Junho de 2012, 15:39

A 'ofensiva' do governo cabo-verdiano na captação de investidores portugueses reuniu, na manhã de hoje, quinta-feira, cerca de trinta empresários no hotel Tivoli, em Lisboa. Integrado na semana cultural, gastronómica e económica de Cabo Verde, o seminário “Investimento hoteleiro e residencial-turístico em Cabo Verde”, organizado pela Câmara de Comércio Indústria e Turismo Portugal/ Cabo Verde, serviu para apresentar o país, as suas potencialidades, num claro piscar de olhos aos empresários presentes na sala.

Humberto Brito, ministro da Economia e Turismo de Cabo Verde, presidiu à abertura, servindo de guia numa viagem pela modernização legislativa do país, neste sector, aos novos incentivos fiscais e pela estratégia do governo na promoção de uma maior competitividade ao país.

Brito explicou a mudança de estratégia de desenvolvimento adoptada: "passar das remessas e da ajuda pública ao desenvolvimento para os clusters em sectores mais dinâmicos que podem sustentar a economia a curto, médio e longo prazo, como o turismo e o cluster financeiro, deixando a rotina em que o país vivia."

Essencialmente voltado para o turismo, o seminário permitiu aos presentes conhecerem os últimos passos dados na regulamentação deste sector e das regras destinadas aos profissionais, bem como a sua planificação, tendo em conta a evolução do turismo em Cabo Verde, numa melhoria do plano estratégico de 2002.

Sustentabilidade e capacitação foram duas das palavras mais referidas pelo ministro Humberto Brito no caminho para a promoção de "um turismo de excelência destinado a turistas europeus". Dois critérios que, segundo o ministro, "fazem parte da estratégia de transformação de Cabo Verde".

Brito destacou ainda a importância do saneamento, da energia (com destaque para as renováveis) para a existência de um turismo de qualidade.

"A base da sustentabilidade está na capacitação das pessoas", disse Humberto Brito, que destacou a qualidade da mão-de-obra, de uma "mão-de-obra especializada para sectores-chave do desenvolvimento", promovendo, ao mesmo tempo, o sector privado, as privatizações, que são "alavancas" para o desenoilvimento.

Por seu turno, Emanuel Almeida, director geral do Turismo, apresentou o programa de intervenção do governo, destacando as acções em curso para o desenvolvimento do sector, nos vários tipos de oferta turística de Cabo Verde. Desenvolvimento que passa pela melhoria da legislação, de uma forma geral, e em particular da legislação sobre turismo de cruzeiros, de forma a tornar Cabo Verde destino e não simples escala (o que, segundo Almeida, acontecerá já em 2013).

O plano de acção e maketing apresentado aos empresários portugueses, divide o país em três grupos: "Ilhas do Sol" (Boavista, Maio, Sal); "Ilhas da Essência" (São Vicente e Santiago) e "Ilhas de Sentido" (São Nicolau, Fogo, Brava, Santo Antão, Santa Luzia). Aqui se enquadram ainda algumas ideias de melhoramento da imagem do país, como o programa "Receber os nossos visitantes com conforto e qualidade" ou "Turismo com rosto social".

Madalena Neves, embaixadora de Cabo Verde, apresentou os excelentes resultados obtidos pelo país em várias áreas, como o nível da democracia, literacia, estabilidade, liberdade económica, desenvolvimento humano, qualidade de vida, entre outros, explicando os caminhos percorridos, as reformas institucionais e económicas efectuadas pelos vários governos.

Num discurso recorrente e bastante sedutor, Madalena Neves apresentou o que chamou de agenda de transformação de Cabo Verde e os caminhos para a modernização: alargamento da base produtiva, aumento das exportações, aprofundamento da integração regional, integração linguística (com a CPLP), transformação de Cabo Verde num centro internacional de serviços e os diversos clusters (aeronegócio, financeiro, energias renováveis, etc).

A terminar esta jornada de promoção, Liza Helena Vaz, consultora da Pricewaterhousecoopers, apresentou e destacou os aspectos mais atraentes do sistema fiscal cabo-verdiano e seus incentivos ao investimento externo

JA

 


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