A cidade de Christchurch, a segunda maior da Nova Zelândia, declarou estado de emergência neste sábado, depois de um forte terramoto de 7 graus na escala Richter que causou danos materiais, informou o presidente da câmara, Bob Parker.
"Nós decidimos declarar estado de emergência na cidade. Isso torna mais fácil retirar pessoas dos edifícios, caso seja necessário, e fechar ruas", disse Parker a uma emissora de rádio.
O presidente da câmara declarou estar "horrorizado pela quantidade de danos", que foram considerados muito piores do que o previsto inicialmente.
As ruas foram bloqueadas por causa de fachadas de prédios que ruíram e atingiram automóveis estacionados, a electricidade foi cortada, diversas pontes caíram e as ruas estão repletas de vidro devido às janelas partidas.
Autoridades da Defesa Civil afirmaram que felizmente o terramoto ocorreu durante a madrugada, quando havia poucas pessoas nas ruas - caso contrário, o impacto poderia ter sido pior.
Apenas duas pessoas, ambas de 50 anos, ficaram seriamente feridas. Uma delas foi atingida após a queda de uma chaminé e outra por pedaços de vidros.
Houve danos estruturais em prédios da cidade com cerca de 340 mil habitantes, com libertação de gás e ruptura de canos.
O terramoto, inicialmente registado com 7,4 graus na escala Richter, ocorreu a 16,1 quilómetros de profundidade e com epicentro a 30 quilómetros a oeste de Christchurch, segundo o serviço geológico americano.
"Meu Deus. Há lojas completamente destruídas na minha frente", disse Colleen Simpson ao site Stuff, afirmando que muitas pessoas corriam pelas ruas com medo.
Vários habitantes foram atendidos nos hospitais locais com ferimentos leves causados por queda de objectos em casa.
A polícia fechou o centro da cidade, informou o inspector Mike Coleman. "Há danos consideráveis ali, onde já temos registos de saques. As janelas das lojas quebraram e obviamente é fácil roubar coisas".
Coleman completou que, por causa da extensão dos danos, as autoridades pedem que os habitantes da cidade permaneçam nas suas casas.
O aeroporto internacional de Christchurch, o principal aeroporto de South Island, foi fechado e as ferrovias também interromperam o tráfego de comboios.
SAPO/AFP
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