A XXV Feira do Livro em Português, que este ano comemora as bodas de prata, é a maior dos últimos quatro anos, tanto na quantidade como na qualidade”, defendeu terça-feira, na cidade da Praia, a ministra do Ensino Superior Ciências e Cultura, Fernanda Marques.
Em declarações à Inforpress, à margem da abertura do certame, a ministra sublinhou que a feira veio simbolizar os 25 anos de desenvolvimento do conhecimento de todos os cabo-verdianos, facto que leva-a a ser enquadrada nas comemorações dos 550 anos da descoberta e dos 35 anos da independência de Cabo Verde.
Para o Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, que presidiu a abertura oficial do evento, a Feira do Livro é “um sucesso já reconhecido”, por representar a língua comum dos dois países.
O chefe de Estado português defendeu que é preciso reforçar intercâmbios para garantir que o que se escreve seja divulgado para todos os lusófonos.
A cantora e escritora Celina Pereira, uma das integrantes da delegação do presidente português na sua deslocação à Cabo Verde, considerou a iniciativa “fantástica”, por ser uma forma de promover o livro e, em especial, autores nacionais que precisam ser mais divulgados.
Em declarações à Inforpress, Celina Pereira lamentou o facto de “99 por cento dos livros cabo-verdianos não chegarem a Portugal”, tendo apelado a uma maior abertura de corredores, para que as obras de autores cabo-verdianos possam chegar aos leitores portugueses.
“Esta reciprocidade é urgente, para que haja intercâmbios entre os dois países, porque em Portugal conhece-se muito pouco os autores cabo-verdianos”, defendeu a escritora, anotando que além de Germano Almeida, cujas obras são editadas pelo Caminho, dificilmente se conhece outros escritores cabo-verdianos.
Já o professor universitário Brito Semedo advoga uma política de leitura, a nível da educação e das bibliotecas nacionais e municipais de forma sistematizada que possa “matar a fome” dos leitores cabo-verdianos.
“Deveria ser feito algo mais frequente, porque os livros são muito caros e uma das razões para grandes enchentes nestas alturas é que os livros têm descontos. Então aproveitam essas oportunidades, sobretudo para satisfazer as exigências do ensino superior e suprimir a inexistência de livrarias académicas”, precisou.
A XXV Feira do Livro em Português, financiada pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) no âmbito do programa incentivo à leitura denominado “Ler mais”, estará patente ao público durante 10 dias.
Nela estão patentes 25 mil exemplares e 1500 títulos, dos quais 1300 da autoria portuguesa e 200 cabo-verdianos, distribuídos por várias temáticas incluindo dicionários.
SAPO com Inforpress
São os dois nomes que terão feito tremer de medo os nossos antepassados moradores da Ribeira Grande, a primeira cidade europeia construída nos trópicos.
São cerca de 12 mil os portugueses a residirem e Cabo Verde, número que deixou o Presidente português surpreendido.
Dia histórico para os cabo-verdianos, especialmente para os que viram içar, pela primeira vez, a bandeira nacional.
O Presidente da República portuguesa, Cavaco Silva foi agraciado com o grau da Ordem Amílcar Cabral.