Francisco Carvalho, presidente do grupo, explica que muitos dos elementos fundadores do grupo encontram-se noutros bairros e outros até fora do país, inclusive o próprio presidente regressou há quatros anos de Portugal.
Em relação ao apoio do Ministério da Cultura aos grupos de Carnaval da Praia e de outras cidades, Francisco Carvalho diz que não ficou satisfeito com a abordagem feita pela comunicação do tema. Afinal, segundo o líder do Intervila, o Ministério da Cultura esclareceu que está disposto a apoiar os grupos, sim, mas de outras formas. “Vamos ser apoiados com materiais”, esclarece Francisco Carvalho, já que a ideia é tornar o carnaval uma iniciativa sustentável.
O líder acrescenta ainda que, alegadamente, o Ministério da Cultura terá mesmo convidado as Câmaras Municipais a apresentar um plano para o Carnaval e a servirem de interlocutores junto dos grupos oficiais, algo que não era do conhecimento destes últimos.
O Intervila vai sair à rua com três andores sob o tema “Emigração”, um tema “muito realista”, segundo Francisco Carvalho que explica que o grupo vai retratar várias etapas da emigração cabo-verdiana e os seus aspectos mais positivos. O grupo conta sair com 500 pessoas à rua.
“Queremos melhorar de ano para ano, até podermos fazer o Carnaval dos nossos sonhos”, alega o presidente do grupo.
O grupo tem sede na Casa da Cultura e Espaço Jovem da Vila Nova, um espaço que o próprio grupo ajudou a recuperar com ajuda de outras entidades.
Os tempos são de crise por isso a ajuda não é muita. Para além da Câmara da Praia que deu 300 contos ao grupo, apenas mais duas empresas da capital deram 15 contos, cada uma, para apoiar o Intervila. Querem tornar-se cada vez mais autónomos, por isso no próximo ano, contam conseguir mais fundos antecipadamente, através da promoção de actividades, por exemplo.
“Não temos rivalidade com os outros grupos, estamos preocupados em melhorar o nosso desempenho”, garante Francisco Carvalho.

