2012-02-18 18:20:44


Nos Bastidores do Intervila

O grupo surgiu em 1997 e desde então foi construindo o seu percurso no Carnaval da Praia. Intervila nasceu na Vila Nova mas hoje acolhe elementos de outros bairros. Já foi vencedor dos desfiles 2010 e 2011 e este ano quer ser tricampeão.

Francisco Carvalho, presidente do grupo, explica que muitos dos elementos fundadores do grupo encontram-se noutros bairros e outros até fora do país, inclusive o próprio presidente regressou há quatros anos de Portugal.

Em relação ao apoio do Ministério da Cultura aos grupos de Carnaval da Praia e de outras cidades, Francisco Carvalho diz que não ficou satisfeito com a abordagem feita pela comunicação do tema. Afinal, segundo o líder do Intervila, o Ministério da Cultura esclareceu que está disposto a apoiar os grupos, sim, mas de outras formas. “Vamos ser apoiados com materiais”, esclarece Francisco Carvalho, já que a ideia é tornar o carnaval uma iniciativa sustentável. 

O líder acrescenta ainda que, alegadamente, o Ministério da Cultura terá mesmo convidado as Câmaras Municipais a apresentar um plano para o Carnaval e a servirem de interlocutores junto dos grupos oficiais, algo que não era do conhecimento destes últimos.

O Intervila vai sair à rua com três andores sob o tema “Emigração”, um tema “muito realista”, segundo Francisco Carvalho que explica que o grupo vai retratar várias etapas da emigração cabo-verdiana e os seus aspectos mais positivos. O grupo conta sair com 500 pessoas à rua.

“Queremos melhorar de ano para ano, até podermos fazer o Carnaval dos nossos sonhos”, alega o presidente do grupo.

Em termos de trajes, os figurantes contribuem para os mesmos, sendo que os figurantes que sambam no chão contribuem com 500 escudos. Os figurantes de destaque, como o Rei, a Rainha, entre outros, podem pagar até 30 contos, devido à complexidade dos trajes.

O grupo tem sede na Casa da Cultura e Espaço Jovem da Vila Nova, um espaço que o próprio grupo ajudou a recuperar com ajuda de outras entidades. 

Os tempos são de crise por isso a ajuda não é muita. Para além da Câmara da Praia que deu 300 contos ao grupo, apenas mais duas empresas da capital deram 15 contos, cada uma, para apoiar o Intervila. Querem tornar-se cada vez mais autónomos, por isso no próximo ano, contam conseguir mais fundos antecipadamente, através da promoção de actividades, por exemplo.

Mas Francisco Carvalho acredita que as empresas com sede na capital deveriam contribuir mais para o Carnaval da Praia, sendo esta até uma obrigação moral. “As actividades culturais que envolvem muitos jovens são uma forma deles (jovens) estarem a fazer algo de útil”, afirma o presidente.

“Não temos rivalidade com os outros grupos, estamos preocupados em melhorar o nosso desempenho”, garante Francisco Carvalho.

@SAPO



Comentários


Ultimas notícias




Notícias Relacionadas